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Quando se fala da Noruega, os holofotes recaem inevitavelmente sobre Erling Haaland e Martin Ødegaard. É natural: um é dos avançados mais prolíficos do mundo, o outro é o cérebro técnico da equipa. No entanto, o crescimento da seleção de Ståle Solbakken até ao Mundial passa sobretudo por quem trabalha na sombra.
Torbjørn Heggem, Leo Østigård, Kristian Thorstvedt e Morten Thorsby representam essa espinha dorsal que permite às estrelas brilhar. São eles que dão equilíbrio, intensidade e solidez a uma equipa que, após quase três décadas de ausência, regressou ao palco mundial com a ambição de não se ficar por uma simples aparição.
Mundial-2026
O Campeonato do Mundo de 2026 tem lugar de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções nacionais e é disputado em 16 estádios modernos.
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Os "italianos" que vão defrontar a Costa do Marfim nos 16 avos de final são, na sua maioria, jogadores secundários ou suplentes. No entanto, estão a revelar-se importantes na construção do grupo escandinavo. O caso mais emblemático talvez seja o de Heggem, que conquistou espaço graças à sua capacidade de iniciar a construção desde trás e de manter a qualidade da posse de bola elevada. Quinto jogador de campo com mais minutos neste Mundial, o defesa do Bolonha disputou dois jogos e parece ser o parceiro ideal de Kristoffer Ajer, com quem deverá formar a dupla titular hoje.
Como alternativa, há Leo Østigård, o líder emocional da defesa. Aguerrido nos duelos, dominante no jogo aéreo e sempre pronto a comandar a linha defensiva, é o defesa que encarna o carácter da Noruega. A sua presença permite à equipa manter uma linha mais subida e proteger melhor um setor ofensivo repleto de talento. Depois de ter sofrido a derrota por 4-1 frente a uma França muito pouco maleável, o jogador do Génova espera redimir-se frente aos africanos.
Diferentes são os casos de Morten Thorsby e Kristian Thorstvedt. O antigo jogador da Sampdoria é o típico médio que ajuda a equipa com pressão constante, sacrifício, entradas na área e coberturas preventivas. O do Sassuolo acrescenta físico, qualidade nas incursões e presença ofensiva, oferecendo uma solução extra quando Haaland e Sørloth atraem a atenção das defesas adversárias.
Estes dois últimos são pouco utilizados por Solbakken, que prefere médios com mais criatividade. Contudo, podem ser úteis durante o jogo frente aos marfinenses, uma equipa conhecida pela sua força física. O que é certo é que a Noruega, que afastou a Itália do Mundial e procura um feito histórico, pode também contar com eles. Porque este grupo escandinavo rema todo na mesma direção no drakkar do entusiasmo.
