A direção ficou definida sem mais ambiguidades: continua-se com Gian Piero Gasperini. Segundo o Corriere dello Sport, depois de dias complicados, o presidente Dan Friedkin decidiu reforçar a posição do treinador, afastando todas as dúvidas sobre o futuro do comando técnico.
O projeto, iniciado há algum tempo com uma escolha clara da propriedade, mantém-se assim central, apesar das tensões surgidas nas últimas semanas, também na sequência das declarações de Claudio Ranieri.
O treinador evitou responder, contando com a confiança do clube. A situação de Ranieri é mais delicada, cada vez mais afastado do grupo e destinado a um papel menos operacional: mantém-se o respeito por ele, mas as suas palavras ("se não for consultado, estou pronto a afastar-me") abrem portas a diferentes cenários.
Novo enquadramento
Em paralelo, está a ser preparada uma reorganização interna na Roma, que abrange vários níveis da sociedade. Também o diretor desportivo Frederic Massara está no centro das avaliações, devido a uma relação que nunca se consolidou com Gasperini e a uma gestão frequentemente sob pressão.
De forma mais geral, a estrutura diretiva revela-se incompleta: faltam figuras-chave como um administrador delegado ou um diretor-geral, o que tem favorecido mal-entendidos e sobreposições.
O papel de Ranieri é também emblemático, descrito pelo próprio com ironia: "Serei senior advisor mas, sinceramente, nem sei bem o que isso significa".
Uma frase que ilustra bem uma organização pouco definida. O objetivo da propriedade é agora construir uma estrutura mais sólida, capaz de apoiar o trabalho do treinador e garantir maior estabilidade a todo o ambiente.
