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Abel Ferreira assume-se como "The Normal One" e desabafa: "Está cada vez mais pesado"

Abel Ferreira, treinador do Palmeiras
Abel Ferreira, treinador do PalmeirasReuters

Depois de garantir a quarta presença na final da Libertadores ao serviço do Palmeiras, o treinador Abel Ferreira admitiu que a pressão para conquistar títulos é cada vez maior e, recorrendo a uma referência ao seu ídolo José Mourinho, rejeitou qualquer rótulo de superioridade dentro do clube.

Recorde as incidências da partida

O Verdão garantiu o apuramento para a final da competição ao superar o Fluminense no desempate por grandes penalidades, por 5-4, depois de ter perdido por 1-0 no tempo regulamentar.

"Uma vez disse, de forma simples: 'Desfrutem, porque estamos a viver talvez o maior período da história do Palmeiras'. As pessoas deturparam as minhas palavras e disseram que o treinador se acha maior do que o Palmeiras. Eu não sou maior do que ninguém, sou apenas mais um, sou o 'normal one', quero ser mais um no grupo", afirmou Abel Ferreira, que, há algumas semanas, tinha sugerido que a sua equipa técnica foi responsável por elevar o clube a outro patamar.

Ao autodenominar-se "normal one", o treinador português fez uma referência a uma célebre declaração de José Mourinho, que, quando chegou ao Chelsea, em 2004, se apresentou como "special one" (o especial).

"A minha felicidade é ver estes jogadores felizes, porque eu já ganhei. Pensei que, depois de conquistar o primeiro título, seria mais feliz, que tudo seria mais leve, mas aconteceu exatamente o contrário. Está cada vez mais pesado, como se tivesse a obrigação de ganhar", confessou Abel Ferreira.

"O Palmeiras tem a obrigação de dar o seu melhor. Se vamos ganhar ou não, isso pode depender das grandes penalidades, da inspiração de um jogador que acerta num remate. Estou feliz porque sei que os adeptos estão felizes, porque sei que a equipa técnica e todos os que trabalham no clube estão felizes. É isso que me faz feliz, ver os outros felizes", prosseguiu.

"Estou extremamente cansado, com uma dor de cabeça que vocês nem imaginam. Queria estar na final, esse era o nosso grande objetivo", concluiu o treinador português.

O Palmeiras garantiu a presença na oitava final da Libertadores da sua história, a quarta sob o comando de Abel Ferreira.

O adversário do Verdão na decisão, marcada para Montevideu, será conhecido esta quinta-feira, após o confronto entre Flamengo e Estudiantes, no Maracanã.

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