Recorde as incidências da partida

A bola rolou pouco na primeira parte entre o Cruzeiro e o Boca Juniors. Com uma estratégia claramente virada para queimar tempo e partir o ritmo do jogo, a equipa argentina travou a partida e conseguiu enervar os jogadores celestes. A Raposa caiu na armadilha: assistiu-se a um festival de faltas (15 no total) e vários desentendimentos, agravados pelas intervenções do árbitro Esteban Ostojich, que interrompeu constantemente o encontro e não deixou o jogo fluir no Mineirão.
A etapa inicial terminou com seis cartões amarelos e um vermelho. Adam Bareiro, ex-Fortaleza, foi expulso após atingir Christian com o braço no rosto e ver o segundo amarelo. Ficou evidente a falta de critério do árbitro uruguaio, que ainda permitiu ao paraguaio demorar a abandonar o relvado, apesar dos escassos dois minutos de compensação.

Na segunda parte, reduzido a dez jogadores, o Boca Juniors recuou por completo e o duelo transformou-se num típico ataque contra defesa. Numa fase inicial, o Cruzeiro revelou falta de velocidade para desmontar a muralha argentina. O cenário só mudou com as substituições certeiras de Artur Jorge, que deu outra intensidade à equipa ao lançar Neyser Villarreal, formando dupla na frente com Kaio Jorge.
E foi precisamente o jovem colombiano quem fez explodir de alegria os quase 60 mil adeptos presentes no Mineirão. Aos 83 minutos, Matheus Pereira ofereceu um passe primoroso a Kaio Jorge, que atacou o espaço e assistiu Villarreal; o avançado limitou-se a empurrar para o fundo das redes. O golo trouxe alívio imediato à Raposa, que regressou às vitórias na Copa Libertadores após o inesperado deslize caseiro frente à Universidad Católica.
Confusão no fim
Como já se previa, o encontro terminou em clima de confusão. Assim que o árbitro apitou para o final da partida, os jogadores do Boca Juniors dirigiram-se aos atletas do Cruzeiro para pedir satisfações. O início do tumulto envolveu elementos de segurança de ambos os lados e o ambiente aqueceu, embora não tenha passado do habitual empurra-empurra.
Após alguns minutos, os ânimos serenaram, mas fica o aviso: sem maior firmeza da equipa de arbitragem, o jogo da segunda mão, na La Bombonera, promete ser um verdadeiro caldeirão.
Esta foi a sexta vitória do Cruzeiro em nove jogos sob o comando de Artur Jorge. Com este resultado, a formação celeste chegou aos quatro encontros consecutivos sem perder na temporada, somando três triunfos e um empate nesse período.
