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Pelas circunstâncias do encontro, o Cruzeiro deixou o Chile com um sentimento de alívio. Na primeira parte, a equipa enfrentou chuva intensa e, logo no início da segunda, viu-se reduzida a dez jogadores, depois de um lance bastante contestável em que o árbitro mostrou cartão vermelho direto ao avançado equatoriano Arroyo.
A situação disciplinar do atacante começa, aliás, a preocupar. Arroyo já tinha sido expulso no clássico frente ao Atlético Mineiro, após ver dois cartões amarelos em praticamente um minuto.
Literalmente “fechando a loja”, a equipa orientada por Artur Jorge resistiu como pôde e contou com intervenções decisivas do jovem guarda-redes Otávio, considerado o melhor jogador em campo.

Além disso, jogadores de maior criatividade, como Gerson e Matheus Pereira, protagonizaram uma exibição de sacrifício, deixando de lado o protagonismo ofensivo para ajudar a segurar um empate precioso. A resposta da equipa foi madura e convincente, sobretudo depois da prestação muito abaixo do esperado no clássico mineiro.
A duas jornadas do fim da fase de grupos da Libertadores, o Cruzeiro continua a depender apenas de si próprio para seguir em frente naquele que é considerado o verdadeiro “grupo da morte”.
