Gianni Infantino oficializa candidatura à reeleição na FIFA em 2027

Gianni Infantino, presidente da FIFA
Gianni Infantino, presidente da FIFAREUTERS/Jennifer Gauthier

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, que lidera o futebol mundial há dez anos, anunciou esta quinta-feira em Vancouver que será candidato à sua reeleição em 2027.

Eleito em 2016, reeleito em 2019 e novamente em 2023, o italo-suíço de 56 anos aproveitou o Congresso da FIFA para "confirmar", como afirmou, que será efetivamente candidato, numa altura em que várias federações já lhe manifestaram o seu apoio.

Gianni Infantino declarou-se a seis semanas do arranque do primeiro Mundial com 48 seleções, coorganizado pelos Estados Unidos, México e Canadá.

De acordo com os estatutos da FIFA, o presidente do organismo não pode exercer mais de três mandatos. No entanto, foi oficialmente considerado, durante o Congresso eleitoral realizado em 2023 em Kigali (Ruanda), que estava a iniciar o seu segundo mandato, já que o primeiro, iniciado em 2016 após a destituição do seu antecessor Sepp Blatter por acusações de corrupção, foi considerado "incompleto" e, por isso, não conta para o limite de mandatos.

A Confederação Africana de Futebol (CAF) e a Confederação Asiática (AFC) anunciaram esta quinta-feira o seu apoio à reeleição de Infantino, garantindo-lhe um total de 101 votos em 211. Gianni Infantino já contava com os 10 votos da América do Sul (cada federação nacional membro, independentemente da sua dimensão, dispõe de um voto na FIFA).

No comando do futebol mundial desde 2016, Infantino enfrentou várias polémicas, sobretudo nos últimos meses devido à sua relação próxima com o presidente norte-americano Donald Trump, a quem atribuiu o primeiro Prémio FIFA para a Paz. A entrega desta distinção, em dezembro de 2025, levou a associação FairSquare a apresentar uma queixa junto da comissão de ética da FIFA.

O dirigente também foi alvo de críticas pelo alargamento do Mundial de 32 para 48 equipas, medida que será implementada a partir da edição de 2026 nos Estados Unidos, México e Canadá (11 de junho a 19 de julho). Já a sua intenção de organizar o Mundial de dois em dois anos, em vez de quatro, acabou por fracassar.

Gianni Infantino pode, contudo, orgulhar-se de ter aumentado significativamente as receitas da FIFA, avaliadas em 13 mil milhões de dólares no final do ciclo de quatro anos que terminará após o Mundial-2026.

Para o ciclo 2027-2030, a FIFA comprometeu-se ainda a distribuir cerca de 2,7 mil milhões de dólares pelos seus membros, o que representa oito vezes mais do que há dez anos, através do programa FIFA Forward.

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