O seu percurso no futebol não foi fácil. Não havia equipas femininas na sua zona, pelo que começou a jogar com rapazes aos cinco anos. O seu irmão, 11 anos mais velho, era um deles. O ponto de viragem surgiu na adolescência, quando se juntou ao Tranmere Rovers.
"Penso que tinha 15 ou 16 anos quando percebi que era realmente boa no futebol. Sabia que podia jogar a um bom nível e representar o meu país", afirmou.
Naquela altura, o futebol feminino raramente tinha espaço nos meios de comunicação social, pelo que Smith procurava inspiração sobretudo no futebol masculino.
"Naquela época, quase não havia futebol feminino na televisão, por isso não tinha uma referência feminina. Via futebol masculino e o Ryan Giggs era o meu herói. Como extremo-esquerdo, adorava fintar e marcar golos, e ninguém fazia isso melhor do que ele. Ofereceram-me uma cassete de vídeo com os melhores momentos dele e costumava treinar diariamente no relvado, entre cones, enquanto a via", revelou.
No final da entrevista, foi-lhe pedido que escolhesse o seu cinco ideal de futebol. Sem hesitar, escolheu Petr Cech para a baliza, com Rio Ferdinand na defesa. O seu maior dilema foi a escolha do médio.
"Como adepta do Everton, não é fácil dizer isto, mas tenho de escolher o Steven Gerrard. Quando pensei no assunto, disse a mim própria que a minha família talvez nem me deixasse voltar a casa. Mas ele era um jogador incrível e um verdadeiro líder", explicou, referindo-se ao antigo capitão do Liverpool. Cristiano Ronaldo completou o seu cinco ideal no ataque.
