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Entre os adeptos estavam Isaura Fernanda Loureiro Nogueira, de 75 anos, e o irmão Carlos Duarte, de 70, ambos portugueses e familiares do jogador, que vieram acompanhar a seleção e aproveitar a oportunidade para um reencontro.
"É ótimo, porque vou ver mais um parente que há muito tempo não vejo", afirmou Isaura à Lusa, recordando que esteve em Portugal no ano passado, mas apenas conseguiu encontrar o pai de André, seu primo.
Carlos Duarte, que chegou ao Brasil com apenas três anos, há 67 anos, contou que nunca esteve pessoalmente com André Coelho e que esta será a primeira oportunidade de o ver jogar ao vivo.
"Já vejo na televisão, mas esta é a primeira vez pessoalmente", afirmou, bem disposto, acrescentando que uma futura viagem a Portugal será motivo de festa entre os familiares.
Outra família presente era a de Maria de Fátima, de 40 anos, que levou o filho Miguel Muniz, de 12, para assistir ao jogo com uma camisola autografada de André Coelho, seu grande ídolo.
A ligação começou quando o marido de Maria de Fátima, Eli Júnior, antigo jogador de futsal, partilhou o balneário com André Coelho no SC Braga, durante a passagem da família por Portugal.
"Ele mora no nosso coração. Não é possíve perder o vínculo com eles, porque aquele balneário foi algo muito especial", contou Maria de Fátima, que na véspera visitou o jogador no hotel da seleção.
Miguel, que vestia a camisola número dois do internacional português, não escondeu a admiração pelo atleta: "É uma felicidade muito grande ver o meu ídolo a jogar futsal. Tenho uma grande paixão por ele, porque sempre me tratou como se fosse um irmão".
O jovem arriscou ainda um resultado de 5-2 para Portugal frente à Espanha e de 4-2 para o Brasil diante da Argentina, desejando uma final entre portugueses e brasileiros no domingo.
Entre os adeptos estava também António Felipe Alves, de 91 anos, português residente há mais de seis décadas no Rio de Janeiro, que enfrentou duas horas de trânsito para assistir ao encontro com a filha e a neta.
Reformado, António mantém intacta a paixão pelo Sporting e por Portugal, apesar dos muitos anos de vida no Brasil.
"Nem o sotaque. Não perdi nada disso", brincou, enquanto vestia orgulhosamente uma camisola do clube lisboeta e arriscava uma vitória portuguesa por 5-1.
A viagem foi organizada pela neta Sofia Brito, de 21 anos, estudante de biomedicina, que quis proporcionar ao avô a oportunidade de acompanhar ao vivo alguns dos jogadores que habitualmente vê na televisão.
"Estou muito feliz porque ele gosta muito de futsal, acompanha muito o Sporting e estão cá alguns jogadores do Sporting aqui", contou Sofia, explicando que saíram de casa três horas antes do início do jogo para conseguir bons lugares e, assim, fugir do trânsito.
Mãe de Sofia, Lúcia Pereira Alves, de 58 anos, professora de educação física, explicou que a ida à Arena Niterói foi uma surpresa para o pai e para a filha, ambos apaixonados pelo desporto.
"O meu pai acompanha o Sporting na televisão em casa o dia inteiro, todos os dias, e a minha filha também gosta muito de futsal", contou à Lusa.
A Finalíssima de futsal reúne Portugal, Espanha, Brasil e Argentina, com as duas meias-finais disputadas hoje na Arena Niterói e a final marcada para domingo.
