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"Temos de ser extremamente consistentes, não dar nada e ser um Portugal competitivo como costuma ser", afirmou o técnico, em conferência de imprensa na Arena Niterói, no Rio de Janeiro, palco da competição.
Jorge Braz referiu que Portugal precisa de demonstrar a sua habitual ambição, criatividade e dinâmica, mas também rigor defensivo, alertando que, neste nível competitivo, "não há espaço para deslizes".
Questionado sobre as diferenças em relação à equipa que disputou as últimas competições, o selecionador destacou a combinação entre jogadores jovens e atletas mais experientes, considerando que essa mistura tem sido importante para os resultados da seleção.

"A irreverência que nós vamos tendo, com gente que ainda vive ali aquela irresponsabilidade irrefletida de é um jogo, vamos jogar e é para ganhar, com essa consistência e experiência de perceber que em determinados momentos temos que ser cautelosos", explicou.
O técnico português foi também questionado sobre a renovação da seleção espanhola, orientada por Jesús Velasco, que apresenta jogadores mais jovens e uma nova geração de atletas.
Jorge Braz destacou a "irreverência de muitos jogadores jovens ou de alguns jogadores novos", mas também a dinâmica habitual das equipas de Velasco e a sua capacidade estratégica e competitiva.

"A Espanha acrescentou aí essa competitividade e isso trouxe-lhes algo muito positivo no último Europeu", reconheceu, acrescentando esperar que, desta vez, o resultado seja favorável a Portugal.
Portugal, vencedor da primeira edição da Finalíssima, procura voltar à final da competição, mas Jorge Braz lembrou que para isso é preciso ultrapassar o primeiro desafio: "Queremos estar nas finais, queremos estar na oportunidade de vencer títulos, mas há um degrau antes".
A ambição de Pany Varela
Também o ala Pany Varela considerou que o encontro de sexta-feira, que começará às 21:30, horário de Portugal Continental, entre duas seleções habituadas a jogar a alto nível, será decidido nos detalhes.
"O que vai fazer a diferença no final é quem cometer menos erros ou, então, quem aproveitar melhor o erro do adversário", afirmou o jogador, que considerou importante retirar ensinamentos da final europeia, sem perder o foco nas tarefas da equipa.
Pany Varela garantiu que o grupo está tranquilo e preparado para a competição, afastando a existência de tensão entre os jogadores antes do encontro. "Não existe stress no seio do grupo", afirmou, defendendo que a equipa deve entrar em campo "livre, leve, solta" para realizar um bom jogo.

Na meia-final da Finalíssima, a equipa das quinas vai reencontrar a Espanha, após a derrota por 5-3, na final do Euro2026, no primeiro desaire com os espanhóis em jogos oficiais em quase 10 anos. O outro finalista da competição vai sair do jogo entre o Brasil e a Argentina, agendado para a madrugada de sábado, 00h30.
