Em comunicado, a Fundação INATEL afirmou que “comportamentos desta natureza são incompatíveis com os valores da ética, do respeito, do ‘fair play’ e da integridade desportiva”, garantindo que "não tolerará comportamentos violentos" e aplicará as medidas disciplinares e sancionatórias previstas na lei e regulamentos.
A instituição adiantou que acionou os procedimentos necessários ao apuramento dos factos e das respetivas responsabilidades, estando as estruturas competentes a desenvolver, com “caráter de urgência”, as diligências processuais, em articulação com as autoridades e demais entidades competentes.
A instituição apelou ainda à serenidade e ao sentido de responsabilidade de todos os intervenientes, pedindo que sejam evitados comportamentos ou declarações suscetíveis de alimentar tensões ou gerar novos riscos.
A entidade informou ainda que está a acompanhar a situação de saúde do atleta agredido, a quem manifestou solidariedade e desejou rápida recuperação, apelando à serenidade de todos os intervenientes.
O incidente ocorreu no domingo durante o encontro do campeonato do INATEL no distrito de Santarém.
O jogador agredido, Rui Nalha, capitão do Chamusca, já teve alta hospitalar e encontra-se a recuperar em casa sob vigilância de 48 horas, revelou esta segunda-feira à agência Lusa o presidente do clube, Saidy Machado, confirmando que a GNR tomou conta da ocorrência.
Segundo o dirigente, o atleta não sofreu fraturas, embora tenha ficado com lesões nos braços, depois de, numa primeira agressão, ter caído ao chão e protegido a cabeça com os braços.
No domingo, nas suas redes sociais, o Chamusca condenou “o ato cobarde do guarda-redes da União Desportiva Malaqueijo, que, de maneira bárbara, agrediu brutalmente o capitão com vários pontapés na cabeça, quando o mesmo estava deitado no chão”.
Por seu lado, a UD Malaqueijo afirmou que vários jogadores sofreram consequências físicas durante a altercação e alegou que o seu capitão se deitou sobre o atleta caído para o ajudar e proteger das agressões, tendo sido também pontapeado nas costas e na cabeça.
O clube referiu ainda que a entrada de adeptos da equipa da casa no terreno de jogo criou um ambiente de insegurança, levando o delegado da equipa a solicitar o encerramento do encontro e a intervenção das autoridades.
A UD Malaqueijo acrescentou que o seu guarda-redes contesta as acusações que lhe são imputadas e manifestou disponibilidade para colaborar com as entidades competentes.
