Lenda do basquetebol porto-riquenho Piculín Ortiz morre aos 62 anos

Piculín Ortiz morreu aos 62 anos
Piculín Ortiz morreu aos 62 anosFIBA

O antigo basquetebolista porto-riquenho José ‘Piculín’ Ortiz, membro do ‘hall of fame’ da Federação Internacional de Basquetebol (FIBA), morreu esta terça-feira aos 62 anos, anunciou a federação do país caribenho.

Hoje, Porto Rico perde mais do que um atleta. Perde uma lenda. Obrigado por todas as alegrias, por representares a nossa bandeira com orgulho e por levares o nome da nossa ilha até ao topo. Descansa em paz, José ‘Piculín’ Ortiz Rijos. O teu legado viverá em cada pavilhão, em cada fã e em cada geração que inspiraste”, escreveu a Federação de Basquetebol de Porto Rico no Instagram.

Piculín Ortiz enfrentava problemas de saúde nos últimos anos e tinha sido diagnosticado com cancro colorretal em 2023.

A sua entrada para o ‘hall of fame’ da FIBA em 2019 foi um dos muitos momentos de orgulho.

Felizmente, pude ser feliz na minha vida e nas minhas conquistas e hoje sou um embaixador do meu país, da minha amada pátria, de Porto Rico”, disse na ocasião.

Piculín Ortiz tornou‑se um símbolo do basquetebol internacional graças ao impacto que teve durante mais de duas décadas ao serviço da seleção de Porto Rico e de vários clubes europeus e americanos.

Poucos apelidos carinhosos no basquetebol da FIBA tornaram-se tão difundidos mundialmente como Piculín”, afirmou o secretário‑geral da FIBA, Andreas Zagklis, citado numa nota publicada no sítio oficial da federação na Internet, destacando o talento, a versatilidade e a “personalidade magnética” do antigo poste de 2,11 metros.

Formado na Universidade Estadual do Oregon, onde foi eleito Jogador do Ano da Conferência Pac‑10 em 1987, Ortiz passou pela Liga norte-americana de basquetebol (NBA), nos Utah Jazz, antes de construir uma carreira na Europa.

No continente europeu, representou Real Madrid, Barcelona, Andorra e Málaga, e viveu um dos seus momentos mais emblemáticos no Aris, da Grécia, conquistando a Taça Korac em 1997, ano em que também foi jogador mais valioso (MVP) das finais da liga venezuelana ao serviço dos Guaiqueríes de Margarita.

De regresso a Porto Rico, tornou‑se figura maior da liga local (BSN), conquistando oito títulos pelos Cangrejeros de Santurce e pelos Capitanes de Arecibo, além de ser eleito MVP do campeonato em 2002.

Com a seleção, disputou quatro Mundiais e quatro Jogos Olímpicos, incluindo a histórica vitória sobre os Estados Unidos no arranque de Atenas 2004, por 92‑73, onde somou oito pontos e seis ressaltos. Foi campeão da FIBA AmeriCup em 1995 e somou vários pódios continentais.