PSG 6-1 Slovan Bratislava
Os parisienses entraram fortes, como seria de esperar dos bicampeões em título, mas os visitantes demonstraram muita entreajuda e disponibilidade física.

Dominik Takáč brilhou ao fechar o ângulo e negar o golo a Dro Fernández após o passe de Achraf Hakimi ter passado por entre as pernas de Ousmane Dembélé, antes de Kenan Bajrić bloquear o remate de Fabián Ruiz, mas o PSG acabou por chegar à vantagem aos 17 minutos, quando Dembélé reagiu ao remate venenoso de Nuno Mendes ao poste, finalizando com controlo.
Dembélé poderia ter bisado segundos depois, mas o seu toque subtil saiu ao lado, e voltou a estar envolvido pouco depois num duplo golpe para os visitantes. Instantes após substituir o lesionado Bajrić, Sahmkou Camara perdeu a posse de bola e foi castigado com o golo de cabeça de Dembélé, na recarga a um remate de Dro.

O PSG não tirou o pé do acelerador e chegou ao terceiro golo à meia hora, com Dembélé a assumir o papel de assistente num cruzamento preciso que Ferran Torres encostou para o fundo da baliza. O vencedor da Bola de Ouro não queria acreditar como não tinha completado um hat-trick antes do intervalo, tendo visto um remate ser negado de forma incrível por Takáč e pela trave, antes de enviar outro ao lado por muito pouco.
Bastaram 65 segundos após o reatamento para o PSG e Ferran Torres ampliarem a vantagem, com Maghnes Akliouce a progredir e a servir o espanhol, que controlou com classe e finalizou com um belo remate ao ângulo superior.
Pouco depois, Nuno Mendes viu um golo ser anulado, o PSG chegou ao quinto da noite logo a seguir, e Torres completou o seu hat-trick ao desviar um canto de Dembélé. Suleiman Camara, no entanto, nunca baixou os braços e, após ultrapassar Illia Zabarnyi, disparou para o interior do poste mais distante.
Depois de Luis Enrique ter feito várias alterações com o jogo decidido, Fabián Ruiz ainda somou um golo tardio, permitindo ao PSG recuperar do início sem vitórias nos jogos domésticos e arrancar com uma vitória enfática na sua caminhada para tentar tornar-se apenas a quinta equipa de sempre a vencer três títulos da Taça dos Campeões/Liga dos Campeões de forma consecutiva.
Entretanto, apesar da pesada derrota, Yaya Touré fez história ao tornar-se o primeiro treinador africano na fase de grupos da Liga dos Campeões, sendo que o maior desafio da sua equipa no papel já está ultrapassado.

Nápoles 0-1 Arsenal
Numa primeira parte em que a equipa inglesa esteve por cima sem nunca dominar, as oportunidades iniciais foram de longe. A bicicleta de Bukayo Saka foi vistosa mas ineficaz, permitindo uma defesa fácil ao guarda-redes do Nápoles, Alex Meret, enquanto do outro lado, tanto Kevin De Bruyne como Matteo Politano remataram de longe, mas ambos os remates saíram diretos para David Raya, na baliza do Arsenal.

A única verdadeira ocasião da primeira parte pertenceu aos visitantes, quando Mikel Merino aproveitou um toque inteligente de Eberechi Eze, mas o cabeceamento pouco convicto do espanhol, já dentro da pequena área, foi desviado por cima por Meret. Com o avançar da primeira parte, a organização defensiva dos anfitriões foi frustrando os homens de Mikel Arteta.
No entanto, os campeões da Premier League quase beneficiaram de um lance fortuito quando um cruzamento mal medido de Piero Hincapié seguiu em direção à baliza, mas Meret voltou a ser o salvador dos napolitanos ao desviar o perigo.

Depois de ter sido o herói da primeira parte, Meret foi obrigado a sair ao intervalo devido a lesão, e o seu substituto Vanja Milinković-Savić teve inicialmente uma tarefa mais tranquila na baliza do Napoli.
Depois de sobreviverem a um susto logo no início da segunda parte, quando Hincapié rematou por cima já dentro da pequena área, os Partenopei conseguiram anular o adversário, apesar de os visitantes terem tido mais posse de bola.
Com o tempo a esgotar-se, o capitão do Arsenal, Odegaard, deu a vitória à sua equipa ao minuto 75. Após uma boa combinação dentro da área napolitana, o médio norueguês encontrou espaço e rematou colocado para o poste mais distante, apontando o seu quarto golo em cinco jogos e garantindo que os Gunners mantêm o registo 100 por cento vitorioso neste início de época.
Sem grande capacidade ofensiva na segunda parte, os anfitriões não conseguiram reagir, deixando o novo treinador Max Allegri sob pressão após a terceira derrota consecutiva.

Liverpool 2-1 Atlético de Madrid
O Atleti iniciava uma temporada europeia que termina com a final da Liga dos Campeões no Metropolitano, com uma visita exigente a Anfield, o jardim de Marcos Llorente. Fê-lo de preto e com Julián Álvarez no onze inicial.

A primeira ocasião, aos 10 segundos, foi para o Liverpool, com um remate de Isak a passar muito perto do poste após condução de Szoboszlai. Julián Álvarez teve a primeira oportunidade ao minuto quatro, mas o seu remate foi bloqueado por Alisson.
O Atlético estava a ganhar terreno e Álex Baena dispôs de uma ocasião à entrada da área que saiu ligeiramente por cima da barra. Na outra área, Bradley Barcola apareceu, com pouco ângulo, na zona de Oblak, mas desferiu um grande remate ao qual o guarda-redes esloveno respondeu com uma defesa espetacular.

E eis que chegou o golo do Atleti. O de todos os anos em Anfield, o que marca Marcos Llorente, valha a redundância. Assistência fantástica de Julián Álvarez, que vê a desmarcação em corrida do madrileno e Llorente finalizou na perfeição no frente a frente com Alisson.
O Atleti estava por cima e La Araña sentia-se confortável. Julián disparou de fora da área e Alisson teve de se esticar de forma magistral para evitar o segundo golo. O Atleti defendia bem e Oblak afastava uma ocasião de Wirtz, embora houvesse fora de jogo prévio de Isak.
Mas o Liverpool, que estava a jogar de forma muito vertical, não desistiu e acabou por chegar ao empate, após uma jogada coletiva que terminou com uma combinação entre Szoboszlai e Araújo, toque de calcanhar do uruguaio e remate para o fundo das redes de Szoboszlai.
No início da segunda parte, Bradley Barcola acelerou, apareceu isolado perante Oblak e esteve perto de bater o guarda-redes do Atleti, mas o seu remate saiu ligeiramente ao lado. A intensidade do Liverpool foi recompensada e Alexis Mac Allister confirmou a reviravolta. O argentino aproveitou um ressalto à entrada da área e, com um remate seco e potente de pé esquerdo, bateu Oblak.
Simeone lançou Lookman e Grimaldo para os lugares de Koke e Kang-in Lee. Na outra área, Araújo cabeceou por cima da barra após canto cobrado por Szoboszlai. O Atleti tentava libertar-se da pressão e Pubill ainda pediu mão de Szoboszlai, que não foi assinalada.
Giuliano, por sua vez, combinou com Julián, cujo remate acabou por ser agarrado por Alisson. Simeone lançou Jonathan David para o lugar de Álex Baena. Mais tarde, entraram Le Normand e Hjulmand para os lugares de Romero e Barrios.
O Atleti procurava o empate mais com o coração do que com a cabeça. Uma bola cruzada por Llorente foi desviada de cabeça por Le Normand e Pubill ainda tentou finalizar, mas o lance foi anulado por fora de jogo.

Em contra-ataque, o Liverpool podia ter sentenciado o jogo, Víctor Muñoz passou por Giuliano, fintou Pubill e rematou perante Oblak. O ressalto foi aproveitado por Frimpong para empurrar a bola para o fundo das redes, mas estava em fora de jogo.
O Liverpool soube gerir o ritmo do jogo e conquistou os três primeiros pontos frente a um Atleti em que Julián deixou uma boa imagem numa equipa que se entusiasmou com o golo inicial, mas que não conseguiu, no fim, superar o Liverpool.

