Lançada em 2013, a maratona pretende, segundo a página oficial, sensibilizar para as restrições à liberdade de circulação que os palestinianos sofrem diariamente devido à ocupação israelita e aos quase 1.000 postos militares e barreiras na Cisjordânia.
Esta limitação de movimento reflete-se também nesta corrida de 42 quilómetros, já que a falta de extensão do percurso obriga os corredores a dar duas voltas à volta do muro, começando na praça da Igreja da Natividade, no centro da Cidade Velha de Belém.
O presidente do Comité Diretivo do Município de Belém, Anton Marqos, afirmou numa conferência de imprensa na segunda-feira que esta maratona serve "como uma plataforma cultural para transmitir a mensagem do povo palestiniano de uma vida digna".
Marqos salientou que a cidade está a reabrir as suas portas como uma cidade segura e "aberta a todos", após anos de forte declínio económico devido à falta de turismo.
Em edições anteriores, muitos estrangeiros também participaram, apesar de não ser uma corrida muito reconhecida mundialmente e que normalmente só reúne alguns milhares de corredores.
Um coordenador do evento descreveu à agência palestiniana Wafa que este ano foi também organizada uma versão virtual desta maratona em vários países entre 17 e 21 de abril de 2026, além de uma corrida de quatro quilómetros que teve lugar na Faixa de Gaza em abril passado e na qual participaram cerca de 300 pessoas.
Excecionalmente, antes do cerco israelita à Faixa em outubro de 2023, que deixou mais de 72.600 habitantes de Gaza mortos – incluindo estudantes, atletas e mais de 21.000 menores – alguns corredores de Gaza conseguiram ocasionalmente sair do enclave palestiniano para participar neste evento desportivo, mas tal não vai acontecer este ano.
