“Votaremos o programa em junho, mas já decidimos que nenhum desporto de verão e nenhum desporto de todas as estações nele figurarão. Tratar-se-á apenas de neve e gelo”, vincou a presidente do COI, Kirsty Coventry.
Apesar desta nega, essas modalidades não estão excluídas de serem propostas para os Jogos de 2034, em Salt Lake City, nos Estados Unidos, uma vez que foi criado um grupo de trabalho no seio do COI incumbido de fazer uma reflexão mais alargada sobre o futuro do programa do evento.
O desejo dos gauleses esbarrou nas federações internacionais de inverno, que temiam “descaracterizar” os Jogos Olímpicos de Inverno, ao abri-lo a disciplinas promovidas pelas federações internacionais de verão.
A ideia tinha sido aventada pelo responsável dos Jogos de 2030, Edgar Grospiron, que, em dezembro, lançou a possibilidade de introdução de disciplinas de ar livre sem ligação à neve e ao gelo, por serem de organização pouco dispendiosa e melhor aproveitar o potencial dos Alpes franceses.
“Entre os 1.000 e os 2.500 metros de altitude, temos toda a neve, todas as estâncias. Mas, entre os zero e os 1.000 metros, não há nada, embora seja um terreno de jogo formidável. E aí pensamos nos desportos outdoor: trail, ciclocrosse, gravel... Seria uma pena não mostrar esta faceta”, justificou, na altura.
Assim, face à nega das federações internacionais, desportos como a escalada no gelo ou o freeride continuam a alimentar a esperança de serem olímpicos em 2030.
