"Ainda não parece real (o apuramento para a final). O heat (bateria) foi um pouco caótico. Mas estou entusiasmada, e acho que as condições devem melhorar. Espero apanhar Peniche 'mágico' para combinar com o desejo de vencer em Portugal que escrevi na minha bucket list (lista de desejos)", afirmou aos jornalistas a campeã mundial em título.
Molly Picklum, que bateu a norte-americana Lakey Peterson nas meias e vai defrontar a também norte-americana Caitlin Simmers - que afastou a havaiana Bettylou Sakura Johnson -, nunca ganhou em Peniche e tinha revelado à Lusa que tinha colocado esse objetivo na sua lista de 2026.
Em caso de vitória, a australiana, que chegou a Portugal no quarto posto do ranking mundial, sobe à liderança e fica com a licra amarela, que está com a havaiana Gabriela Bryan.
"Obviamente, é importante (subir ao primeiro lugar). Todas as vitórias, todos os pontos extra que possa ganhar, é tudo o que preciso para esta reta final do ano. Fazer isso aqui seria tão mágico. Quero estar com a licra amarela, mas o mais importante é, enquanto avanço, chegar de amarelo a Pipe", no Havai, a última etapa do circuito mundial, vincou.
Questionada sobre as condições difíceis que as atletas enfrentaram de manhã em Supertubos, Molly Picklum realçou que "a mãe natureza" é uma "miúda difícil de antecipar".
E acrescentou: "Nós vimos algumas altas ondas antes de começar a bateria, e eles (WSL) fizeram a chamada. Não sei, talvez hoje não fosse destinado a ser o dia das finais nem o dia de coroar os campeões, mas rezo para que amanhã (sexta-feira) estejam melhores ondas".
A final feminina em Supertubos vai colocar frente a frente Molly Picklum, campeã mundial de 2025, e Caitlin Simmers, campeã mundial de 2024, ambas especialistas em tubos, a manobra rainha do surf.
"É emocionante. Eu amo a 'Caity', ela é uma surfista tão boa e ela realmente me inspira dentro e fora da água. Então, estou muito animada por defrontá-la. Eu rezo que estas ondas estejam muito boas, porque é muito mais divertido surfar quando as ondas estão mesmo boas", lançou a surfista de 23 anos.
A australiana, natural de Gosford, Nova Gales do Sul, está na sua quinta participação no Meo Rip Curl Pro Portugal, e ao atingir a final já garantiu o seu melhor resultado de sempre. Em 2025, foi terceira classificada (caiu nas meias), em 2024 foi quinta (quartos de final), e em 2022 e 2024 foi nona.
Já a prodígio norte-americana Caitlin Simmers ganhou em Portugal em 2023, com apenas 17 anos, obtendo a sua primeira vitória da carreira no circuito mundial. Nos dois anos seguintes ficou no quinto posto (quartos).
"Eu e a Caity temos uma boa relação. Acho que podemos deixar o surf de lado, e entendermos que há uma competição em jogo, mas nós realmente nos inspiramos mutuamente. Você vê o que a Caity faz, ela é uma mágica dentro dos tubos e na água. Pessoalmente, adoro ver estas pessoas, porque me leva ao meu melhor nível e tudo o que eu quero ver é o meu melhor surf. Então, muito amor para a Caity e todas as miúdas, mas eu, obviamente, estou muito feliz de poder ver a Caity na final", rematou.
A competição foi interrompida em Peniche após as meias-finais femininas, com a organização a apontar potencialmente para sexta-feira a conclusão do campeonato, cujo período de espera só termina no domingo.
Quando a prova for retomada, estando a próxima chamada marcada para as 09:00 de sexta-feira, vai ser a vez de entrarem em ação os brasileiros Gabriel Medina, Ítalo Ferreira e Yago Dora, a par do norte-americano Griffin Colapinto, os semifinalistas no quadro masculino.
