Vowles disse aos jornalistas no Grande Prémio dos Países Baixos que as renovações, anunciadas esta semana, foram "incrivelmente importantes" como demonstração pública de confiança numa equipa cujo desempenho em pista caiu a pique depois de os antigos campeões terem terminado em quinto lugar na época passada.
Williams ocupa o nono lugar entre as 11 equipas, com 11 pontos – seis conquistados por Sainz e cinco por Albon.
"Estava preocupado em perder ambos porque são pilotos com qualidade de campeões do mundo, que merecem a oportunidade de lutar por pódios ou mais, e nós não proporcionámos isso", afirmou Vowles aos jornalistas no Grande Prémio dos Países Baixos, na sexta-feira.
"O que agradeço é que, no momento em que surgem problemas, eles mantiveram-se ao nosso lado. Isso mostra ao mundo exterior... que acreditam no futuro que se avizinha. Provavelmente, a melhor forma de resumir isto é falar da fábrica (funcionários) – esta semana sentiu-se um peso a ser retirado dos ombros devido a estes anúncios e vi-os avançar a um ritmo muito mais rápido, por isso a crença é real e palpável", acrescentou.
Sainz aposta na continuidade
Sainz, vencedor de quatro corridas pela Ferrari, tinha sido associado pela imprensa à Audi antes de aceitar uma extensão de contrato por vários anos. Disse aos jornalistas, na quinta-feira, que demorou o seu tempo a avaliar a situação, mas não é o tipo de pessoa que abandona o barco assim que as coisas se complicam.
"Acho que, no fundo, sempre quis renovar, mas estava preocupado, receoso de que fosse preciso garantir que isto (a situação) não volta a acontecer", explicou, detalhando o seu pensamento: "Quero ficar aqui a longo prazo, como é que posso sair disto com esta equipa, como é que podemos sair disto juntos o mais depressa possível?".
Albon, que já soma 100 corridas pela Williams, tinha menos alternativas claras e assinou uma extensão por mais um ano. Vowles afirmou que a Williams conseguiu convencer Sainz de que a equipa tinha dado a volta à situação e, apesar de ainda estar longe do objetivo, voltou ao caminho certo.
Referiu que a tecnologia de simulação, que não estava disponível no início de 2025, só ficou operacional em novembro passado, quando o carro de 2026 já estava praticamente concluído.
"O que estávamos a fazer era recorrer a suposições fundamentadas, e algumas delas estavam erradas. Desenvolvemos com a altura traseira errada, tal como a Aston (Martin), aliás... pode não parecer muito, mas está-se a desenvolver aerodinamicamente numa direção completamente errada", disse o responsável.
O carro da Williams chegou tarde aos testes, estava acima do peso e faltava-lhe carga aerodinâmica. O carro levado a Miami, em maio, na quarta jornada do campeonato, era, na prática, o que estava previsto para a abertura em março, em Melbourne.
Vowles afirmou que a Williams não ficará "resolvida" em 12 meses, já que o teto orçamental limita o que pode ser feito e há 20 anos de subinvestimento para recuperar.
"O que estou a fazer neste momento é investir muitos dólares do teto orçamental para resolver problemas que outras equipas não têm", acrescentou, referindo que estão a ser tomadas decisões para os próximos cinco anos.
O antigo diretor de operações da McLaren, Piers Thynne, juntou-se este mês com o objetivo de agilizar processos de produção, planificação e modernizar as instalações. Vowles considerou-o um enorme trunfo, alguém que compreende o que é o nível de uma equipa campeã.
A Williams, dominante nas décadas de 1980 e 1990, conquistou o seu último campeonato em 1997.
