"Vai no sentido certo porque ninguém gosta do que começámos por ter" em 2026, quando a Federação Internacional do Automóvel (FIA) impôs motores com 50% a gasolina e 50% a bateria, afirmou Hadjar à AFP, à margem do Grande Prémio de França "histórico" no Castellet, onde experimentou um monolugar Red Bull de 2011, com motor Renault atmosférico.
O novo regulamento técnico deste ano está a dividir o paddock da F1, com o tetracampeão mundial neerlandês Max Verstappen, colega de equipa de Hadjar, a comparar a disciplina rainha do desporto automóvel a "uma Fórmula E (elétrica) sob esteroides".
"É certo que é preciso encontrar soluções para melhorar o problema, não para o agravar", comentou o francês de 21 anos, que está apenas na sua segunda época na Fórmula 1 e na primeira ao serviço da Red Bull.
Atenta às críticas, a FIA fez aplicar já no Grande Prémio de Miami uma versão "ajustada" do regulamento, para reduzir em qualificação e corrida os efeitos mais perturbadores da bateria acoplada ao bloco térmico convencional.
E o organismo do desporto automóvel anunciou na sexta-feira medidas "em princípio para 2027, que preveem um aumento nominal de 50 quilowatts na potência do motor de combustão e uma redução nominal de 50 quilowatts na potência do sistema de propulsão elétrica".
Para "o próximo ano, com o que foi acordado ontem, só pode ir no bom sentido", reforçou Isack Hadjar, que desfrutou no circuito Paul-Ricard do Castellet (Var) da sua enorme popularidade, ao lado dos seus rivais e compatriotas Pierre Gasly (Alpine) e Esteban Ocon (Haas).
Também marcam presença dezenas de antigos pilotos e campeões, entre os quais Alain Prost, Jean Alesi e o canadiano Jacques Villeneuve, que conduzem F1 das décadas de 1980, 1990 e 2000.
