Os dois eventos da F1 previstos para abril no Bahrein e em Jeddah (Arábia Saudita) tinham sido retirados do calendário devido ao conflito armado entre os Estados Unidos e Israel de um lado, e o Irão do outro, confrontos que afetaram os países árabes do Golfo.
"Se pudermos anunciar algo relacionado com a possibilidade de recuperar corridas que não se realizaram, fá-lo-emos no momento oportuno e nas condições adequadas", afirmou o dirigente da F1 à Sky Sports.
"É realmente uma esperança, pois se as condições forem favoráveis, vamos avançar com o nosso plano. Se houver a mínima hipótese, porque não?", acrescentou o italiano, que lidera a próspera organização da disciplina rainha do desporto automóvel.
Domenicali não revelou qual dos dois GP cancelados poderá ser recuperado, mas a Sky Sports avança que será o Bahrein, que se intercalaria, no início de outubro, entre Bacu e Singapura.
Em todo o caso, a decisão terá de ser tomada antes da "pausa de verão" em agosto, por razões logísticas, segundo ele.
Os dois últimos eventos desta época de F1, que assim passa a contar apenas com 22 provas, mantêm-se agendados para o Catar (27-29 de novembro) e para Abu Dhabi (4-6 de dezembro).
O responsável da F1 espera que estes se mantenham no calendário.
"Temos a obrigação de garantir que estamos prontos para cumprir o nosso calendário como previsto", assegurou, esperando "um sinal extremamente positivo para o desporto e para a política, se avançarmos na direção certa".
Desde a assinatura de um protocolo de entendimento a 17 de junho, os Estados Unidos e o Irão estão envolvidos em negociações que deverão durar 60 dias, prazo renovável, com o objetivo de alcançar uma solução duradoura para a guerra no Médio Oriente.
