Chadwick, de 28 anos e tricampeã da W Series, completou 32 voltas ao circuito de Portimão ao volante de um Williams FW47, o monolugar de F1 do ano passado. A sua prestação impressionou Vowles durante aquilo que descreveu como "o melhor dia da minha vida".
"É uma fonte de inspiração para milhões de mulheres e raparigas. Bateu recordes a todos os níveis", afirmou Vowles.
"Mereceu por inteiro esta oportunidade de testar. Recolheu dados importantes para a equipa, enquanto nos preparamos para regressar a Portimão no próximo ano. O seu feedback e a sua prestação foram impressionantes, tal como sabíamos que seriam. Isto mostra que existe um caminho para permitir às mulheres competir ao mais alto nível", acrescentou.
Graças a este teste, tornou-se este ano na segunda mulher a pilotar um F1, depois da francesa Doriane Pin com a Mercedes.
Junta-se a Susie Wolff, diretora-geral da série exclusivamente feminina F1 Academy, como uma das duas mulheres que já pilotaram um Williams. Susie Wolff fê-lo em 2015.
"Foi um dia fenomenal e uma experiência incrível", acrescentou Chadwick, que também venceu corridas na Indy NXT e na European Le Mans Series.
"Poucas coisas nos podem preparar para pilotar um F1 a toda a velocidade num circuito como Portimão, mas foi tudo aquilo que tinha imaginado, e dez vezes mais. Penso que fiz exatamente o necessário, porque o meu pescoço tinha atingido os seus limites. A minha cabeça era projetada para a frente durante as travagens e achei isso difícil", explicou.
"Lembro-me de ser jovem e de ver Susie Wolff sentar-se ao volante de um Williams de F1. Isso inspirou-me muito no meu próprio percurso. Adoraria poder fazer o mesmo pela próxima geração. A experiência adquirida hoje fará uma verdadeira diferença, tanto na minha carreira como naquilo que poderei transmitir. Estou muito grata e incrivelmente feliz com a forma como este dia decorreu. É uma experiência de que me lembrarei durante muito tempo", concluiu.
