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Fórmula 1: Wolff rejeita a ideia de que Mercedes favorece Antonelli em detrimento de Russell

Pilotos em ação na qualificação sprint
Pilotos em ação na qualificação sprintREUTERS / Edgar Su

O chefe da Mercedes na Fórmula 1, Toto Wolff, ridicularizou as afirmações de que a sua equipa favorece o líder do campeonato, ⁠Kimi Antonelli, classificando os críticos de "sem cérebro", enquanto as hipóteses de George Russell, seu companheiro de equipa, conquistar o título diminuem após uma penalização que o colocará no fundo da grelha em Singapura.

"São pessoas sem cérebro, quem pensa isso", disse Wolff aos jornalistas quando ‌lhe perguntaram o que diria àqueles que acreditam que Antonelli ‌está a receber um tratamento vantajoso.

Antonelli, que está a utilizar um carro melhorado no Circuito de Marina Bay, venceu oito corridas esta temporada, contra três do seu azarado companheiro de equipa. Lidera Russell por 84 pontos à entrada para o Grande Prémio de Singapura. Russell abandonou a corrida da semana passada devido a uma falha do motor e, nesta prova, será colocado no fundo da grelha de partida por ter ultrapassado o limite regulamentar de quatro motores.

O favoritismo é "completamente absurdo", afirmou Wolff.

"Desde que cheguei à Fórmula 1, mesmo nos meus tempos na Williams, sempre tentei ser o mais equilibrado e transparente possível com os pilotos", afirmou, recordando uma conversa que teve há alguns anos na grelha com Alain Prost sobre o seu grande rival Ayrton Senna: "Eu disse: 'Por curiosidade, porque é que tudo correu tão mal entre si e o Senna?' E ele respondeu: 'Porque nunca soubemos qual era a posição da equipa.'

"Por isso, assumi como desafio manter sempre o equilíbrio. E não foi fácil com Lewis e Nico naquela altura", disse, referindo-se à tensão entre os então companheiros de equipa Lewis Hamilton e Nico Rosberg na Mercedes, sob a liderança de Wolff, há uma década.

Esta semana, a equipa voltou a colocar Russell numa configuração mais antiga do carro em Singapura, e o piloto registou o melhor tempo na sessão de treinos de sexta-feira.

"Temos o Kimi connosco desde os 11 anos ... e o George, que está connosco desde os 17", afirmou Wolff: "Somos muito próximos. É por isso que é bastante irritante ver alguns lunáticos, que não percebem realmente nada sobre o funcionamento das relações, fazerem este tipo de acusações. O mais importante é que o George sabe como funciona a equipa, e o Kimi também. Tentaremos sempre dar-lhes as mesmas oportunidades e, quando se trata da atualização, este é um bom exemplo: não sabemos qual dos dois será mais rápido."

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