"São pessoas sem cérebro, quem pensa isso", disse Wolff aos jornalistas quando lhe perguntaram o que diria àqueles que acreditam que Antonelli está a receber um tratamento vantajoso.
Antonelli, que está a utilizar um carro melhorado no Circuito de Marina Bay, venceu oito corridas esta temporada, contra três do seu azarado companheiro de equipa. Lidera Russell por 84 pontos à entrada para o Grande Prémio de Singapura. Russell abandonou a corrida da semana passada devido a uma falha do motor e, nesta prova, será colocado no fundo da grelha de partida por ter ultrapassado o limite regulamentar de quatro motores.
O favoritismo é "completamente absurdo", afirmou Wolff.
"Desde que cheguei à Fórmula 1, mesmo nos meus tempos na Williams, sempre tentei ser o mais equilibrado e transparente possível com os pilotos", afirmou, recordando uma conversa que teve há alguns anos na grelha com Alain Prost sobre o seu grande rival Ayrton Senna: "Eu disse: 'Por curiosidade, porque é que tudo correu tão mal entre si e o Senna?' E ele respondeu: 'Porque nunca soubemos qual era a posição da equipa.'
"Por isso, assumi como desafio manter sempre o equilíbrio. E não foi fácil com Lewis e Nico naquela altura", disse, referindo-se à tensão entre os então companheiros de equipa Lewis Hamilton e Nico Rosberg na Mercedes, sob a liderança de Wolff, há uma década.
Esta semana, a equipa voltou a colocar Russell numa configuração mais antiga do carro em Singapura, e o piloto registou o melhor tempo na sessão de treinos de sexta-feira.
"Temos o Kimi connosco desde os 11 anos ... e o George, que está connosco desde os 17", afirmou Wolff: "Somos muito próximos. É por isso que é bastante irritante ver alguns lunáticos, que não percebem realmente nada sobre o funcionamento das relações, fazerem este tipo de acusações. O mais importante é que o George sabe como funciona a equipa, e o Kimi também. Tentaremos sempre dar-lhes as mesmas oportunidades e, quando se trata da atualização, este é um bom exemplo: não sabemos qual dos dois será mais rápido."
