Depois do segundo lugar alcançado na véspera, também em Xangai, Félix da Costa terminou esta ronda na 14.ª posição, a 26,934 segundos do vencedor, o brasileiro Lucas di Grassi (Yamaha), com o francês Jean Eric Vergne (Citroën) a ficar na segunda posição, a 0,565 segundos, e o sueco Joel Eriksson (Envision) na terceira, a 2,903.
Tal como na véspera, esta prova ficou marcada pela chuva, por condições de pista em evolução e por uma gestão de energia que acabou por comprometer as ambições do piloto português.
“Foi um dia complicado. Foi o dia todo praticamente à chuva e, normalmente, andamos bem à chuva, mas hoje não acertámos com uma série de coisas”, afirmou António Félix da Costa.
O piloto português explicou que a qualificação condicionou desde logo a corrida, depois de ter partido apenas do 12.º lugar da grelha.
“Basicamente, toda a estratégia da corrida foi mal feita, mal encarada, porque nunca achámos que a energia fosse ser um tema”, lamentou.
Segundo Félix da Costa, a corrida começou com a pista completamente molhada, mas o asfalto foi secando ao longo da prova, alterando as exigências de gestão energética.
“A pista começou a secar e gastámos muita energia mesmo antes da corrida começar, a aquecer pneus no ‘safety car’ e tudo mais. São coisas que aqui na Fórmula E não se fazem”, explicou.
Apesar de considerar que tinha ritmo para discutir um melhor resultado, o português acabou por não conseguir acompanhar o andamento dos pilotos da frente devido à falta de energia disponível.
“Basicamente, não tivemos energia para acompanhar o andamento que tínhamos. Tínhamos um muito bom andamento na corrida, mas infelizmente não conseguimos fazer nada e foi um dia sem pontos”, acrescentou.
A vitória em Xangai ficou para Lucas di Grassi, da Lola Yamaha ABT, que arrancou do 18.º lugar e chegou ao triunfo na última volta, depois de ultrapassar o francês Jean-Éric Vergne, da Citroën Racing, na curva 1.
O brasileiro, campeão da Fórmula E em 2016/17 e vencedor da primeira corrida da história do campeonato, também disputada na China, regressou assim aos triunfos pela primeira vez desde 2022.
O alemão Pascal Wehrlein, da Porsche, foi quarto classificado, resultado suficiente para assumir a liderança do Mundial, beneficiando ainda do abandono antes da partida do neozelandês Mitch Evans (Jaguar), que não conseguiu alinhar devido a um problema técnico.
Apesar da jornada sem pontos, António Félix da Costa sublinhou que continua na discussão pelo campeonato, quando faltam quatro corridas para o final da temporada.
“Agora temos Tóquio, temos Londres, quatro corridas. Estamos a 30 pontos do líder. Chegámos aqui a quase 40, por isso, estamos a fechar essa distância para o líder. Agora vêm quatro corridas importantes”, afirmou.
O Mundial de Fórmula E prossegue em 25 e 26 de julho, com a jornada dupla do E-Prix de Tóquio, antes do encerramento da temporada em Londres.
