"Estas primeiras corridas foram um autêntico pesadelo", disse Newey aos jornalistas após a primeira sessão de treinos no Hungaroring, onde Alonso registou o 13.º melhor tempo, uma melhoria face ao que vinha sendo, perto do fundo da grelha.
"Esperemos agora, pelo menos, chegar a um patamar de respeitabilidade e, a partir daí, tentar continuar a evoluir".
O Aston Martin, sediado em Silverstone, somou apenas um ponto em 10 rondas e ocupa o penúltimo lugar na classificação, apenas à frente dos estreantes Cadillac.
Esse ponto acabou por lhes cair no colo depois de Sergio Pérez, da Cadillac, que tinha terminado em 10.º no Mónaco, ter sido penalizado por posicionar mal o carro numa reentrada em pista.
Newey mostrou-se reticente em definir quaisquer metas de desempenho para o fim de semana ou para a segunda metade da época.
"Nunca fui adepto de estabelecer objetivos", afirmou.
"Sou muito mais adepto de trabalhar de forma lógica nos problemas, pôr toda a gente a trabalhar em conjunto, unir a cultura da equipa".
Newey afirmou que Alonso é um piloto extraordinário, que traz um enorme contributo à equipa, tanto em feedback como em capacidade.
"Por isso, para nós, é claro que é importante", respondeu quando questionado sobre a prioridade de manter Alonso.
"Estou bastante confiante de que o Fernando está a gostar do tempo que passa connosco e que vamos continuar a nossa relação".
Newey referiu ainda que a relação com a Honda, cujo motor tem sido o menos competitivo entre os presentes na grelha neste primeiro ano de parceria, está a melhorar constantemente.
"De algo que só pode ser chamado de início desastroso, o lado positivo disso... é que aproximou muito a Honda e a nossa equipa, criando uma relação de trabalho muito próxima", afirmou.
"E continuamos a desenvolver isso em todas as áreas. Por isso, estou muito satisfeito com o progresso que estamos a fazer do ponto de vista da relação, e normalmente, quando as relações melhoram, o desempenho também melhora".
