Solberg saltou de quarto para primeiro no último troço da secção da manhã deste sábado, em Paredes, e, à chegada ao Parque de Assistência, na Exponor, em Matosinhos, disse aos jornalistas esperar “uma tarde complicada”.
“Vai ser uma tarde complicada. Não temos muitos pneus e vai ser difícil sobreviver com os poucos que temos”, disse o piloto sueco, que lidera com meio segundo de vantagem sobre o francês Sébastien Ogier (Toyota Yaris), campeão mundial em título.
Numa curta conversa com os jornalistas, interrompida pelo assessor de imprensa da equipa Toyota, Oliver Solberg ainda explicou que teve um início de jornada mais tímido pelas dificuldades sentidas com a adaptação do carro aos troços.
Apesar de já ter participado em edições anteriores da prova lusa, esta é a primeira vez que disputa o Rali de Portugal com um carro da categoria Rally 1, a principal da competição.
“Foi a primeira vez que fiz estas especiais com este carro. O início da manhã custou-me um bocado. Com a chuva, senti-me bem com o carro. Não foi assim tão mau… de vez em quando”, disse.
Considerando que “este rali tem sido uma loucura, com altos e baixos”, anteviu que “à tarde vai ser ainda pior, com mau tempo em todas as especiais”.
Depois foi arrancado do local pelo assessor da Toyota.
Já o companheiro de equipa, Sébastien Ogier, mostrava-se ainda incrédulo à chegada ao parque de assistência com a forma como perdeu 19,1 segundos nos 16 quilómetros do troço de Paredes.
“Honestamente, não entendi o que aconteceu. O Oliver atacou, claro. Mas havia muitos locais em que eu estava no limite da aderência. Não sei mesmo o que poderia ter feito melhor”, disse Ogier, que liderava a prova desde a tarde de sexta-feira.
O facto de chegar ao dia de sábado no comando da prova faz com que seja o último dos carros Rally 1 a partir para a estrada. Se em caso de piso seco isso significa uma grande vantagem, pois apanha a pista já limpa da gravilha solta, quando chove a situação é inversa.
“O tempo está muito incerto. Ao começar em último há sempre a possibilidade de apanhar a pior parte. Vamos ter de lidar com isso”, frisou Ogier.
O francês sublinhou ainda que “a chuva, dependendo da intensidade, pode significar uma grande mudança de aderência de gancho para gancho” e isso significar uma grande diferença de tempo entre um concorrente e outro.
À entrada para as últimas cinco especiais deste sábado, Oliver Solberg lidera a prova lusa com 0,5 segundos de vantagem sobre Sébastien Ogier, recordista de vitórias em Portugal, com sete triunfos, e 2,6 sobre o belga Thierry Neuville (Hyundai i20).
