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Mundiais de Canoagem: "Com mais preparação, aquele final não me escapava", diz Teresa Portela

Teresa Portela falhou a final de K1 500 metros dos Mundiais da Polónia
Teresa Portela falhou a final de K1 500 metros dos Mundiais da PolóniaSL Benfica

A canoísta Teresa Portela lamentou esta sexta-feira o percalço que lhe terá custado o apuramento para a final de K1 500 metros dos Mundiais da Polónia, contudo revelou-se satisfeita pelas “sensações” de continuar competitiva em barco singular.

Sabia que ia ser uma prova muito dura e que nos últimos 200 metros dependia mesmo só de mim, mas desequilibrei-me ali um bocadinho no fim e a belga passou-me. E já não consegui. Mas senti mesmo que dependia de mim, que podia perfeitamente estar ao meu alcance, por isso...”, lamentou.

A portuguesa de 38 anos e cinco presenças olímpicas largou bem, aos 250 metros passou em posição de qualificação, mas o problema na parte final fez com que concluísse a regata em 2.05,27 minutos, a 1,36 segundos do terreiro posto, que lhe valeria poder discutir as medalhas.

Triste porque acho que poderia estar perfeitamente nas finalistas. A parte positiva é que senti, mesmo, que com um bocadito mais de preparação, aquele final não me escapava. Gostei muito de competir e de sentir que estou com ‘power’, de ter largado bem, de ir para a frente com elas. Depois, sim, ali falta-me um bocadito no fim, mas sinto que talvez devido a uma preparação muito reduzida”, contou a canoísta, que teve somente cinco semanas de trabalho em K1, depois de se dedicar ao K4 e K2 após Paris-2024.

Na final B, conta ficar nos “primeiros lugares”, esperando poder vencer, e com isso ser 10.ª mundial.

Na paracanoagem, Norberto Mourão atingiu o “primeiro objetivo” e apurou-se para a final de VL2 com o segundo lugar, num desafio “realmente difícil, com muito vento”, condições que espera joguem a seu favor no sábado, uma vez que vai mudar e soprará de costas.

Prometo que vou dar tudo, chegar ao pontão como hoje, completamente de rastos, inchado, na luta. O objetivo é conquistar o máximo de pontos para Los Angeles2028, estou em segundo no ranking e há cinco vagas”, completou o tricampeão da Europa.

Matilde Nunes vai à final B de KL3 e estava muito satisfeita por ter dado o seu “melhor”, algo que espera repetir na regata de consolação.

Dei o meu melhor e é o que me interessa. Vim para me divertir, controlar melhor os meus nervos. Este é o meu primeiro mundial e primeira prova fora de Portugal. Tudo novo, sem os meus pais cá. É Tudo muito diferente. Se na final B der o meu melhor, o resto já não importa”, sentenciou.


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