Os atletas que em 2025 conquistaram um ouro, uma prata e um bronze para Portugal nos mundiais de Milão voltam a atuar nas mesmas embarcações, agora em Poznan, destacando-se a responsabilidade do K4 500 metros em defender o surpreendente título garantido em Itália, um par de meses após brilhar com o cetro europeu.
Gustavo Gonçalves, João Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha sonham em revalidar a glória, mas têm missão bem complicada, como atestam os três quatros lugares esta época – o mais ingrato, nos Europeus de Montemor-o-Velho, a impercetíveis 20 milésimos de segundo do bronze -, subindo somente uma vez ao pódio, para a Taça do Mundo do Canadá.
Desta formação, os olímpicos João Ribeiro e Messias Baptista desdobraram-se igualmente para o K2 500 que há um ano garantiu a prata para Portugal em solo transalpino, um desafio igualmente atribulado, já que a equipa liderada pelo técnico Rui Fernandes tem apostado sobretudo nas dinâmicas do K4.
As 185 medalhas em importantes provas internacionais dizem tudo sobre Fernando Pimenta, o melhor canoísta e um dos mais completos desportistas portugueses da história, que na Polónia vai fazer K1 1.000, bronze em 2025, e K1 5.000, distância na qual é regularmente pódio.
O novo sistema de apuramento olímpico, a vigorar pela primeira vez para Los Angeles-2028, aposta num sistema de ranking que tem os homens nas escassas posições de classificação, mas nenhuma tripulação feminina nos lugares desejados, embora Beatriz Fernandes, em C1 500, e em C2 500, juntamente com Inês Penetra, estejam a solidificar as suas presenças nas finais e mantenham, por isso, as aspirações intactas.
A seleção apostou no K4 500, que não deu frutos, tentando posteriormente o K2 500, com a olímpica Teresa Portela com a jovem Clara Duarte, mas o desempenho ficou novamente aquém do necessário, com as desejadas finais a serem apenas miragem.
Com um rico percurso desportivo que já atravessou cinco Jogos Olímpicos, Teresa Portela vai estrear-se em K1 500 metros, tripulação a solo na qual competiu toda a sua carreira, enquanto as restantes canoístas sub-23 vão desdobrar-se entre o K2 e o K4 500.
Na canoagem adaptada, Norberto Mourão, recentemente sagrado campeão da Europa, em Montemor-o-Velho, é o principal candidato luso ao pódio, enquanto Alex Santos almeja a final, na estreia em mundiais de Matilde Nunes.
Ao todo, Portugal vai estar representado por 16 canoístas, sendo 13 na velocidade (cinco no caiaque masculino e seis no feminino, bem como duas na canoa feminina) - e três atletas na paracanoagem.
