“É um sonho. Quero viver em Los Angeles o que não pude viver em Paris-2024”, desabafou à Lusa o português, que foi quarto na sua estreia paralímpica, em França, porém acabou por ser promovido já este ano a terceiro devido a um caso de doping do brasileiro Ronan Cordeiro, que havia sido prata e que foi desclassificado.
No paratriatlo, a categoria de PTS5 significa que os triatletas têm comprometimento de baixo grau em uma das pernas, de grau moderado em ambos os antebraços, de alto grau em um dos pés e tornozelo, ou ausência de membros.
No final da prova em Pontevedra, Filipe Marques chorou no chão e, minutos mais tarde, ainda não continha a emoção, apesar de esta época ter já vários pódios em Taças do Mundo, vencendo, inclusivamente, a de Alhandra.
“Foi a repetição do pódio de Paris-2024, aquilo que eu não pude aproveitar e estou a fazê-lo este ano. Esta emoção é reflexo de muito trabalho. Acho que é a primeira vez que acabo uma prova assim. Diria que foi a mais especial. Claro que nos Jogos foi mais especial, mas eu não vivi isto no dia, vivi mais tarde”, lamentou, inclusivamente pelo facto de ainda não ter recebido a medalha.
Em Pontevedra, dominou a parte da natação e do ciclismo, mas perdeu duas posições na corrida, o segmento no qual está mais limitado.
“A época não começou com pódios, porém fui melhorando e sem dúvida que esta prova foi a melhor da temporada. Era a mais importante, foi a que eu preparei melhor”, assumiu.
Agora, Filipe Marques vai trabalhar com ainda maior afinco a próxima época, quando começará o apuramento para Los Angeles-2028.
Filipe Marques cumpriu os 750 metros de natação, 20 quilómetros de ciclismo e cinco de corrida, em distância sprint, em 01:00.26 horas, a 20 segundos do norte-americano Chris Hammer e a quatro do alemão Martin Schulz, respetivamente campeão e vice-campeão paralímpicos.
Este foi o segundo pódio de Portugal em Pontevedra, depois da prata do júnior Dinis Ferreira, na quinta-feira.
