“Sem dúvida. Já aprendi que, com a pressão, acabamos por não conseguir mostrar aquilo que valemos quando estamos semanas e semanas a preparar os nossos grandes objetivos. Recentemente, aconteceu-me isso mesmo, mas nem tive tempo para me lamentar, foi levantar e preparar-me para esta prova”, elucidou.
A portuguesa que teve estreia olímpica em Paris-2024 apresenta-se sem aspirações relevantes em termos de ranking mundial, mas pretende terminar a época da melhor forma e, para isso, nada melhor do que um top 10” em Espanha.
“Isso seria incrível. Acho que era um grande sonho. Fui 11.ª nos Jogos Olímpicos, mas se calhar prefiro encarar a prova com expectativas um bocadinho mais baixas para que a queda não seja assim tão grande. Às vezes é preferível assim, surpreendermos a nós próprios", sublinhou.
Depois de uma época com lesões para Melanie Santos e Mariana Vargem que optou por ir à Taça do Mundo no próximo fim de semana em Roma, para pontuar para o ranking olímpico, Maria Tomé sente que carrega o “peso” de representar Portugal nestes mundiais, que já tiveram uma vencedora portuguesa, Vanessa Fernandes, em 2007, quando o título era atribuído em prova única.
“Não diria um mau sinal estar aqui sem companhia, mas, infelizmente, é a realidade. Ainda assim, sei que não estou sozinha, porque acabo por representar um pouco aquilo que acontece no triatlo nacional, que infelizmente há muito menos mulheres a participar do que homens”, esclareceu.
Em género de brincadeira, assumiu a metáfora de no sábado ser “Maria contra o Mundo” e que o seu exemplo ajude os portugueses a perceber os sacrifícios e desafios que os triatletas de alta competição enfrentam.
Maria Tomé compete no sábado às 17:00, horas de Lisboa.
