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Mundiais de Triatlo: Presidente da federação diz que prata de Dinis Ferreira é "garantia de futuro"

Dinis Ferreira em prova
Dinis Ferreira em provaTriatlo Portugal

A medalha de prata do júnior Dinis Ferreira nos Mundiais de triatlo de Pontevedra, em Espanha, é sinónimo de “garantia de futuro” da modalidade em Portugal, considerou o presidente da federação, Fernando Feijão.

“O triatlo tem um passado, um presente e, como se vê, tem um futuro. O Dinis tem muita vontade e estamos confiantes de que vai ser mais um atleta que nos vai dar grandes alegrias no futuro”, exultou o dirigente.

Em declarações à Lusa, Fernando Feijão comentava a medalha de prata do júnior Dinis Ferreira, que, numa chegada com Thibault Rivier, ficou a escassos dois segundos do suíço, que se impôs ao sprint, vencendo em 54.05 minutos.

“Quando as pessoas se focam, quando trabalham, o resultado aparece. Claro que ninguém espera uma medalha nos campeonatos do mundo. Se o faz, ou é muito forte ou não tem bem a noção de que todos procuram o mesmo. Eram 70 atletas à partida, mas já sabemos que o Dinis tem muita qualidade”, elogiou.

Feijão revelou que a federação tinha identificado Dinis Ferreira como um “excelente corredor que apenas necessitava fazer algumas correções na natação”, elogiando o comprometimento do atleta que esteve a trabalhar na sua evolução com “sete semanas de estágio em altitude, a treinar focado para esta prova”.

O presidente da federação deixou um “agradecimento especial aos treinadores, clubes e famílias”, pois defende que, sem eles, não era possível Portugal ter um papel de “destaque” no panorama internacional.

Destacou ainda o desempenho de Ricardo Pissarra, 22.º classificado, a 1.31 minutos do vencedor: “Também é um excelente atleta, um excelente nadador, só que, por vezes, as coisas não saem, há circunstâncias da corrida em que não se consegue demonstrar todo o seu potencial. O Dinis conseguiu hoje, esteve por um triz de ser campeão do mundo, que seria mais uma motivação extra para acreditar”.

Ricardo Pissarra assumiu-se “muito feliz por ter honrado as cores de Portugal”, com a mesma posição de há um mês nos Europeus da Polónia, com potencial para melhorar no segmento da corrida, o seu ponto menos forte.

“Aqui, é o nível já mundial, é o topo. Sou júnior de primeiro ano, pelo que tenho tudo para ser melhor para o ano, treinar mais e ter mais experiência. Este resultado é uma clara motivação para o futuro”, sublinhou à Lusa.

O ponto alto dos Mundiais de triatlo é no domingo, nas Elites, quando o português Vasco Vilaça defender a liderança do ranking mundial, bastando-lhe ser quinto classificado se o campeão do mundo, o australiano Matthew Hauser, vencer. Já o também luso Ricardo Batista está em terceiro na hierarquia.

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