O vencedor foi decidido em votação popular no sítio oficial da FIFA na Internet, após o organismo reunir as 12 finalizações mais marcantes do torneio que decorreu nos Estados Unidos, México e Canadá, entre 11 de junho e 19 de julho.
Sidny Lopes Cabral conquistou o prémio graças ao remate de pé direito que colocou a bola no ângulo da baliza de Emiliano Martínez, aos 12 minutos do prolongamento, no duelo frente à Argentina (2-3).
“Foi simplesmente surreal”, disse à FIFA o jogador dos turcos do Trabzonspor, recordando o momento que fez Cabo Verde sonhar alto na sua primeira participação numa fase final de um Mundial.
O ex-lateral do Benfica considerou que o galardão “é um enorme orgulho e um reconhecimento que qualquer jogador gostaria de ter”.
“Fico muito feliz pelo carinho de todas as pessoas que elegeram o meu golo como o melhor da competição”, afirmou o futebolista, de 23 anos.
À FIFA, o internacional cabo-verdiano, que nasceu em Roterdão (Países Baixos), garantiu que o lance não foi obra do acaso.
“Foi a segunda vez que marquei um golo daqueles. (…) Não foi algo completamente novo para mim. Mas marcar um golo daquela qualidade num palco como um Campeonato do Mundo é especial. É um momento que fica para sempre na carreira”, realçou.

O prémio de Lopes Cabral chega após a campanha histórica de Cabo Verde no Mundial-2026, concluindo a fase de grupos sem derrotas num grupo com duas campeãs mundiais, Espanha e Uruguai, além da Arábia Saudita, e complicando a classificação da Argentina.
“O mais gratificante é perceber que, depois do Mundial, muito mais pessoas passaram a conhecer o nosso país. Sinto que ficou um enorme carinho por Cabo Verde, pelo nosso povo e nossos jogadores. Esse respeito e reconhecimento não se compram”, sublinhou.
Para o lateral, o futuro está traçado: “Isto é apenas o começo. (…) Há uma nova geração a crescer e vamos voltar ainda mais fortes”.
Além do golo de Sidny Lopes Cabral, a lista reunia ainda as finalizações do bósnio Kerim Alajbegovic, do haitiano Wilson Isidor, do uzbeque Eldor Shomurodov, do neozelandês Elijah Just, do japonês Daizen Maeda, do francês Kylian Mbappé, do argentino Lionel Messi, do norueguês Erling Haaland, do argentino Julián Álvarez, do inglês Jude Bellingham e do espanhol Ferran Torres.
