A suspensão, que teve início a 13 de maio, começou com o jogo dos Lions na United Rugby Championship frente ao Munster, no sábado, e afasta Ntlabakanye da possibilidade de integrar a seleção dos Springboks para o Mundial de râguebi, que arranca em outubro de 2027.
O jogador, de 27 anos, estreou-se pela África do Sul frente à Itália em julho de 2025, mas acusou positivo num controlo aleatório realizado pelo Instituto Sul-Africano para um Desporto Livre de Dopagem (SAIDS) durante a digressão dos Springboks à Nova Zelândia, em agosto passado.
Foi afastado da convocatória, mas voltou a ser chamado pelo selecionador principal, Rassie Erasmus, para os jogos internacionais de outono, tendo jogado meia hora na goleada por 73-0 diante do País de Gales, a 29 de novembro, naquela que foi a sua terceira e última internacionalização.
A Federação Sul-Africana de Râguebi afirmou, na altura, que a substância, "que não potencia o rendimento", tinha sido prescrita por "um médico especialista no início de 2025 por motivos médicos" e que "em momento algum" o jogador procurou obter qualquer vantagem injusta.
Num comunicado divulgado esta quinta-feira, o SAIDS revelou que a amostra de urina do jogador acusou positivo ao modulador hormonal e metabólico, anastrozol.
"De acordo com as Regras Antidopagem da África do Sul, esta substância é classificada como 'substância especificada' e não implica uma suspensão obrigatória", referiu o comunicado.
"O jogador declarou ainda, por iniciativa própria, o uso de um esteroide anabolizante proibido, DHEA", acrescentou.
O SAIDS explicou que acusou Ntlabakanye do uso de anastrozol e DHEA, num processo analisado por um Painel Independente de Tribunal Antidopagem, que determinou a suspensão de 18 meses, estando ainda sujeito a recurso.
Os Lions emitiram um comunicado a confirmar que foram informados da suspensão "na sequência de uma infração às regras antidopagem".
"A Lions Rugby Company continuará a apoiar Ntlabakanye enquanto atravessa este processo", lê-se na nota.
