Apesar disso e da recente derrota por 35-7 contra a África do Sul, Dan Carter, campeão do mundo em 2011 e 2015, acredita que os All Blacks são os favoritos para conquistar o quarto título mundial.
"Tenho a certeza de que eles vão reagir (à derrota do mês passado e ir até ao fim), mas vai ser o Campeonato do Mundo mais aberto de sempre, com equipas como a Irlanda, a África do Sul e a França a jogarem um râguebi fantástico", disse Carter à AFP.
"Há provavelmente 12 equipas neste torneio que também podem derrotar essas quatro equipas favoritas", acrescentou o antigo número 10, eleito o melhor jogador do mundo em 2005, 2012 e 2015 e considerado um dos melhores jogadores de abertura da história.
Carter, assim como todos os compatriotas, está ansioso pela estreia dos All Blacks contra a anfitriã França na abertura do torneio no Stade de France, nesta sexta-feira.
Rivalidade histórica
"Há sempre algo de especial quando a França e os All Blacks se defrontam no Campeonato do Mundo. Remonta ao primeiro Mundial, em 1987, quando se defrontaram na final, e todos sabemos o que aconteceu em 1999, quando os franceses eliminaram os All Blacks nas meias-finais com uma atuação heróica", recordou Carter, que defrontou os bleus em quatro Mundiais consecutivos, de 2003 a 2015.
O jogador sofreu a dor da derrota quando a França eliminou a Nova Zelândia nos quartos de final em 2007, mas depois vingou-se levantando a taça Webb Ellis nas duas edições seguintes.
Tricampeão do Super Rugby com o Crusaders, disputou duas temporadas do Campeonato Francês, primeiro em Perpignan, em 2009, quando conquistou o título com o USAP, e repetiu a conquista do Top 14 com o Racing 92, de Paris, em 2016.

Agora com 41 anos, o ex-jogador de râguebi espera que o Stade de France seja palco de mais um capítulo da rivalidade histórica entre as duas potências: "Eu adoraria ver os All Blacks e os franceses a enfrentarem-se na partida de abertura e depois seguirem caminhos separados até se encontrarem novamente na final", marcada para o mesmo estádio nos arredores da capital no dia 28 de outubro.
Carter obviamente espera que os All Blacks vençam. "Acho que eles vão tirar muita dor de 2019 (terceiro lugar depois de perder nas meias-finais para a Inglaterra) e vão transformar isso em motivação."
Mas também admitiu que se há uma equipa capaz de vencer a Nova Zelândia é a França, que é a atual campeã mundial de sub-20 e tem em La Rochelle os campeões europeus da época passada.
"Há algo de especial no râguebi em França neste momento, tudo parece estar alinhado" a favor dos Bleus, concluiu Carter, que falava no âmbito de um evento publicitário da Mastercard na Torre Eiffel, em Paris, na quinta-feira.
