“São muitos anos de trabalho, acho que esta medalha já estava na altura de aparecer. Foram muitos anos à porta das medalhas”, disse à agência Lusa imediatamente depois de subir ao pódio no Parque Cimino, nas margens do mar Piccolo.
Inês Oliveira, de 27 anos, cumpriu a prova em 8.31,03 minutos, ficando atrás da grega Zoi Fitsiou, campeã em 8.11,67, e da argelina Nihed Benchadli, medalhada de prata em 8.26,89.
“Ontem (segunda-feira), eu estava com o quinto tempo (após as eliminatórias),mas à tarde virei-me para o meu treinador e disse ‘eu acho que dá para ir às medalhas’’. Se o atleta consegue acreditar, não vale a pena mais ninguém acreditar”, defendeu.
Emocionada, a remadora lusa relatou que a meio da prova, quando percebeu que estava a discutir o terceiro lugar, fechou os olhos e pensou em “toda a época dura e exigente” em que esteve “quase” no pódio.
“Dei por mim e já estava à frente, e (pensei) 'ok, agora não pode fugir a medalha’”, completou.
Oliveira quis agradecer ao Comité Olímpico de Portugal por lhe proporcionar uma experiência “absolutamente incrível” e à sua federação, “por mais uma vez” apostar em si.
“Ao meu treinador e a todos os colegas de equipa, e à minha família, claro. Sem um apoio extra, nada disto é possível, porque é um desporto muito duro. Estou muito contente e daqui a um bocado tenho o double, vamos ver se vem outra medalha”, antecipou.
A remadora vai voltar às águas do mar Piccolo pelas 12:40 locais (menos uma hora em Lisboa) para disputar, juntamente com Duarte Castro, a final do double scull ligeiro misto.
“Acho que temos hipótese de lutar por uma medalha também, estamos a divertir-nos muito no double. (...) Juntámo-nos, sem querer, e correu bem. Tem tudo para correr bem a seguir”, concluiu.
