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Estoril Open: Adeus de Wawrinka à terra batida no regresso do torneio ao circuito ATP

Wawrinka em ação
Wawrinka em açãoGLYN KIRK / AFP

A despedida da terra batida do tenista suíço Stanislas Wawrinka, três vezes vencedor de torneios do Grand Slam, é o grande destaque do regresso do Estoril Open ao ATP Tour, com seis portugueses no quadro principal.

Depois de um ano como challenger, o único torneio português no circuito ATP apresentava um quadro muito forte, mas acabou por ser afetado por várias desistências de última hora, em especial do norueguês Casper Ruud, campeão em 2023.

A organização tinha anunciado quatro tenistas do top 20, mas, além de Ruud, também o espanhol Alejandro Davidovich Fokina (20.º) e o italiano Matteo Arnaldi (34.º) acabaram por desistir antes do arranque do torneio, deixando o russo Andrey Rublev (16.º) e o italiano Luciano Darderi (18.º) como os tenistas mais bem colocados no quadro.

Outra das desistências foi a do polaco Hubert Hurkacz (68.º), que venceu o Estoril Open em 2024, último ano em que o torneio tinha estado no circuito.

As várias más notícias para organização fazem com que os três wild cards atribuídos, aos portugueses Jaime Faria (92.º) e Henrique Rocha (124.º) e a Wawrinka (117.º), ficassem em aberto, depois de os três terem garantido a entrada direta por ranking.

Frederico Silva (233.º), Tiago Pereira (379.º) e Tiago Torres (430.º) foram os destinatários destes novos convites para o quadro principal, na primeira vez que um torneio ATP vai contar com seis portugueses.

Nuno Borges (52.º), que é o quinto pré-designado de momento, Jaime Faria e Henrique Rocha são os outros portugueses já confirmados, com o número um nacional a juntar-se a Francisco Cabral para reeditar a dupla que fez história em 2022, quando os dois amigos se tornaram os primeiros lusos a vencerem o torneio de pares.

O Estoril Open faz parte da digressão de despedida do suíço Stanislas Wawrinka, com o vencedor do Open da Austrália em 2014, de Roland Garros em 2015 e do Open dos Estados Unidos em 2016, a disputar o último torneio de terra batida da carreira em Portugal.

Antigo número três mundial e atualmente no 117.º lugar do ranking, Stan the Man está, aos 41 anos, a fazer a última temporada da carreira, voltando a Portugal onde venceu o antigo Estoril Open em 2013.

Longe da melhor fase da carreira, o espanhol Pablo Carreño Busta (65.º) é o outro antigo campeão do único torneio luso no circuito ATP, em 2017, mas não vence qualquer título desde 2022, ano em que chegou também à última final.

Andrey Rublev vai regressar nove anos depois ao Estoril Open, agora como um dos candidatos, depois de em 2017 ter caído na segunda ronda da qualificação, numa altura em que estava ainda fora do top 100.

Ao contrário de outros anos, a organização do Estoril Open não fez uma aposta clara em tenistas da Next Gen, como aconteceu com, por exemplo, o brasileiro João Fonseca, com o belga Alexander Blockx (37.º), de 21 anos, a ser o mais novo confirmado.

O regresso ao circuito principal acontece também fora da data tradicional do Estoril Open, em abril, disputando-se de segunda-feira a 26 de julho, o que pode justificar algumas das desistências, numa altura em que os tenistas começam já a olhar para a preparação do Open dos Estados Unidos.