Ténis: Kostyuk elimina Noskova e garante presença nas meias-finais do Open de Madrid

Marta Kostyuk celebra passagem às meias-finais
Marta Kostyuk celebra passagem às meias-finaisAna Beltran / Reuters

Marta Kostyuk somou a sua décima vitória consecutiva, depois de conquistar o título em Ruão, ao bater a 13.ª cabeça de série Linda Noskova por 7-6 (1), 6-0, carimbando assim o passaporte para as meias-finais, onde vai defrontar a lucky loser Anastasia Potapova.

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A ucraniana, 26.ª cabeça de série, criou 23 oportunidades de break ao serviço de Noskova e conseguiu quebrar o serviço da checa por sete vezes, garantindo assim o acesso à sua segunda meia-final de um torneio de nível 1000, a primeira em Madrid.

No primeiro set, o equilíbrio foi total entre as duas jogadoras, com Kostyuk a levar a melhor num duro duelo de 65 minutos decidido no tie-break.

Já no segundo parcial, o cenário foi completamente diferente, com a ucraniana a não ceder qualquer jogo e a fechar o encontro em apenas 24 minutos.

Com este triunfo, Kostyuk aumentou a sua série de vitórias para dez encontros e mantém o registo perfeito em terra batida em 2026.

Segue-se agora Potapova, que alcançou a sua primeira meia-final de um WTA 1000 ao vencer, num duelo muito disputado, a antiga número um mundial Karolina Pliskova por 6-1, 6-7 (4), 6-3.

Depois de ter mudado recentemente de nacionalidade, passando a representar a Áustria em vez da Rússia, Potapova tornou-se na primeira jogadora austriaca a chegar a uma meia-final de um WTA 1000, sendo também a primeira lucky loser a atingir esta fase num torneio deste nível.

Kostyuk, tal como as suas compatriotas, deixou de cumprimentar jogadoras russas e bielorrussas desde o início da guerra na Ucrânia, há quatro anos. Questionada sobre se o facto de Potapova ter passado a representar a Áustria mudaria a sua posição quando se defrontarem na quinta-feira, respondeu:

"A única pessoa com quem cumprimento é a Daria Kasatkina, porque ela não mudou apenas de passaporte, também afirmou publicamente que não apoia a guerra nem tudo o que está relacionado com isso. Por isso, eu e outras jogadoras decidimos cumprimentá-la, unicamente por respeito. Neste caso, houve várias jogadoras que mudaram de nacionalidade, mas nenhuma delas se manifestou contra a guerra ou em apoio aos ucranianos. Portanto, para mim, isso não muda nada", afirmou.