Quando comparamos os seus primeiros seis torneios de Grand Slam com o início de carreira dos últimos números 1 do mundo, a trajetória de João Fonseca mostra-se não apenas competitiva, mas similar à de lendas consagradas.
Se avançar para as meias-finais, o jovem carioca vai conseguir algo que apenas um deles conseguiu. Veja como o início do brasileiro nos quatro maiores torneios do mundo se compara ao histórico de Roger Federer, Rafael Nadal, Novak Djokovic, Andy Murray, Jannik Sinner e Carlos Alcaraz nos seus seis primeiros Slams:

Padrão Djoko de precocidade
O dado que mais salta à vista na campanha de João Fonseca em Paris é o momento exato da sua explosão. Alcançar os quartos de final justamente no sexto Grand Slam disputado é o mesmo padrão de evolução de dois dos maiores fenómenos do ténis moderno.
Siga Roland Garros no Flashscore
Novak Djokovic também furou a barreira dos oitavos de final pela primeira vez no seu sexto Major (ironicamente, também em Roland Garros, na edição de 2006).
Carlos Alcaraz teve uma consistência parecida, alcançando os quartos de final pela primeira vez no quarto Slam (US Open 2021) e repetindo a dose no sexto.
Até os maiores génios do ténis demoraram algum tempo para decifrar o formato de cinco sets dos Grand Slams. Roger Federer, por exemplo, teve um início muito mais instável que o de João Fonseca. Nos seus primeiros seis torneios deste nível, o suíço caiu na primeira ronda três vezes e seu melhor resultado havia sido uma quarta ronda.
João Fonseca, por sua vez, demonstrou uma regularidade bastante rara desde a estreia, alcançando a terceira ronda logo no segundo e terceiro torneios, culminando agora na grande campanha em Roland Garros 2026.
O brasileiro joga os quartos de final de Roland Garros contra Jakub Mensik esta terça-feira.
