Djokovic apresenta-se em Roland Garros: "Passei por momentos difíceis mas estou pronto"

Novak Djokovic em Roland Garros
Novak Djokovic em Roland GarrosANTOINE FLAMENT / GETTY IMAGES EUROPE / GETTY IMAGES VIA AFP

Novak Djokovic chega ao Roland Garros 2026 entre dúvidas físicas, uma preparação reduzida e a consciência de que continua a ser competitivo ao mais alto nível. O sérvio elogia Jannik Sinner após o Career Golden Masters conquistado em Roma e reforça as suas ambições: “Se estiver bem, posso vencer qualquer um”.

"Passei por momentos difíceis com o meu corpo nos últimos seis a oito meses. Mas sinto que, se estiver saudável e conseguir manter um bom nível de frescura, tenho sempre excelentes hipóteses. Provei-o este ano na Austrália, onde estive perto de conquistar mais um Slam". Assim, sem esconder as dificuldades passadas e sem perder a convicção no que ainda pode alcançar, o 24 vezes campeão de Slam Novak Djokovic prepara-se para o Roland Garros 2026.

Chega lá – como refere a Supertennis – com um novo treinador, o amigo Viktor Troicki, tendo disputado apenas um encontro em terra batida, perdido logo na estreia nos Internazionali BNL d'Italia frente ao croata Dino Prizmic.

"Queria mesmo ir a Roma para tentar e perceber como me sentia. Estava longe de estar pronto para competir, mas precisava pelo menos desse jogo, de voltar a sentir as sensações antes de chegar ao Roland Garros, que naquela altura nem sabia se conseguiria disputar ou não. Felizmente, a resposta do corpo e a preparação foram positivas nos últimos dez dias, por isso aqui estou", afirmou.

Elogios a Sinner e Monfils

No Foro, Jannik Sinner alcançou aos 24 anos o Career Golden Masters, o pleno nos Masters 1000 conseguido até então apenas por Djokovic, que o completou aos 31 anos.

"Quero voltar a felicitá-lo. Já o fiz nas redes sociais, mas mais uma vez é uma conquista incrível para ele e para a sua equipa. Falámos muito sobre o quão impressionante é em todas as superfícies, e talvez alguém se questionasse, dado o seu estilo de jogo, se em terra batida poderia ser tão dominante como no cimento. Mas provou que também o é ali, e isso é realmente extraordinário", afirmou o sérvio durante o Media Day em Paris.

"Ser um dos dois jogadores na história a conquistar o Golden Masters faz-me perceber o quão difícil e exigente é consegui-lo. Por isso dou-lhe sinceramente os parabéns, porque é um feito enorme, e ele ainda é muito jovem. Tem imenso tempo pela frente. Acredito que está também a perseguir o Golden Slam aqui, se não me engano. Talvez esteja no melhor momento da sua vida, e sem o Carlos as suas hipóteses de conquistar mais títulos de Slam aumentam ainda mais. Estamos todos aqui para tentar vencê-lo e impedir que conquiste mais", acrescentou.

Juntamente com Jannik, Djokovic participou na noite de homenagem a Gael Monfils, que vai disputar o último Roland Garros da carreira, com direito a torneio-exibição de pares mistos ganho precisamente pelo francês e pela sua mulher Svitolina.

"O Gael foi um amigo, um rival e uma pessoa que sempre admirei e com quem cresci desde os 13-14 anos. Foi uma noite maravilhosa, com um ambiente incrível, e ele merecia plenamente essa celebração da sua carreira que vivemos ontem à noite. Foi realmente especial estar lá por ele. Merecia-o", disse Djokovic.

"O Gael tocou o coração de imensa gente, goza do respeito de todos: não conheço realmente ninguém a quem o Gael não agrade. É um dos meus jogadores preferidos de ver", acrescentou.

O obstáculo Perricard na primeira ronda

O torneio de Djokovic começa frente ao francês Giovanni Mpetshi Perricard, um adversário difícil de decifrar devido ao serviço, um dos mais potentes do circuito, aliado a um elegante backhand a uma mão, um excelente toque junto à rede e ainda alguma dose de desordem táctica. De Djokovic podemos esperar a procura daquele ténis mais ofensivo que marcou as suas últimas épocas.

"É natural, lógico e racional tentar entrar mais no campo, bater na bola mais cedo e aproveitar as oportunidades. Não estou a ficar mais novo, isso é certo. E também o corpo hoje é mais difícil de gerir nos encontros longos. Sei que este tipo de plano de jogo e de táctica é o ideal, sobretudo nos grandes jogos. Nem sempre é fácil executá-lo. Por outro lado, sempre tive enorme confiança na minha defesa ao longo da vida, e por vezes isso acaba por se virar contra mim, porque acabo por correr mais do que devia", afirmou o tenista sérvio.