Ténis: Aryna Sabalenka garante estar “a 100%” e aponta ao título de Roland Garros

Aryna busca troféu inédito na França
Aryna busca troféu inédito na FrançaREUTERS / Claudia Greco

Aryna Sabalenka, número 1 do ranking, afirmou que superou totalmente os problemas físicos que atrapalharam a sua preparação para Roland Garros, torneio no qual defende o vice-campeonato do ano passado.

Aryna Sabalenka venceu apenas quatro dos seis jogos que disputou em terra batida este ano, um contraste evidente com o impressionante registo de 26 vitórias e apenas uma derrota antes do início da temporada em pisos lentos.

As dificuldades incluíram uma eliminação surpreendente na terceira ronda do WTA de Roma, encontro no qual a tenista bielorrussa se queixou de dores na zona lombar e na anca. Ainda assim, a jogadora de 28 anos garantiu que o período de descanso foi fundamental para a recuperação física.

"Tive algumas dificuldades físicas no início da temporada de terra batida, mas agora estou a 100%. Fizemos um excelente trabalho de recuperação. O foco esteve na recuperação e em garantir que estou totalmente recuperada em todos os aspetos e pronta para competir. Neste momento, sinto-me preparada fisicamente para jogar", afirmou Aryna Sabalenka, em conferência de imprensa, em Paris.

A número um mundial desvalorizou ainda as preocupações relacionadas com o pouco tempo de preparação para Roland Garros, sublinhando que a experiência pode pesar mais do que o ritmo competitivo.

"Sei jogar em terra batida e tudo depende de estar bem física e mentalmente, de entrar em court pronta para lutar."

Protesto e boicote

Sobre o protesto dos principais tenistas contra os torneios do Grand Slam devido à percentagem das receitas distribuídas aos atletas, Aryna Sabalenka afirmou que, enquanto número um mundial, sente a responsabilidade de defender as jogadoras com ranking mais baixo.

"Pessoal, sinto que o ponto principal aqui não sou eu. Trata-se das jogadoras que estão mais abaixo no ranking e que estão a passar dificuldades. Não é fácil viver neste mundo do ténis com a percentagem que estamos a receber. Mas, como número um do mundo, sinto que tenho de me levantar e lutar por essas jogadoras. Pelas atletas de nível mais baixo, pelas jogadoras que regressam de lesão, pela próxima geração. Sinto que o nosso ponto de vista é bastante claro e justo para todas. É disso que se trata", afirmou.

Emoções sob controle

A atual vice-campeã de Roland Garros revelou ainda que, no passado, deixava-se afetar demasiado pelas emoções dentro de court, admitindo que o controlo emocional foi decisivo para alcançar o topo do ténis mundial.

"As minhas emoções estavam a destruir o meu jogo e o meu nível baixava muito quando começava a exagerar em tudo. Ao mesmo tempo, as minhas adversárias percebiam isso e aproveitavam para jogar melhor", explicou Aryna Sabalenka.

"Antes de mais, era importante garantir que a minha adversária não percebesse aquilo que se estava a passar na minha cabeça e, ao mesmo tempo, conseguir jogar melhor e manter-me focada. Essa foi uma enorme evolução ao longo dos anos na minha carreira e ajudou-me realmente a subir de nível", acrescentou a bielorrussa.

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