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Wimbledon: Jannik Sinner resiste a Zverev, bisa em Londres e segura a coroa (3-1)

Jannik Sinner revalida título
Jannik Sinner revalida títuloREUTERS/Marko Djurica

A coroa de rei de Wimbledon permanecerá mais um ano sobre a cabeça do melhor jogador do mundo, Jannik Sinner. Apesar da enorme resistência e do grande nível apresentado por Zverev, que venceu o primeiro set, o italiano soube aguentar-se em vários momentos decisivos, pequenos detalhes que acabaram por determinar que o título voltasse a ser seu pela segunda vez consecutiva.

Recorde aqui as incidências do encontro

Jannik Sinner impôs-se ao recente campeão de Roland Garros, por 6-7 (6-8), 7-6 (7-2), 6-3 e 6-4, em três horas e 46 minutos, conquistando pela quinta vez um major, depois do Open da Austrália em 2024 e 2025, Open dos Estados Unidos em 2024 e Wimbledon em 2025.

O transalpino, que se tornou o 10.º tenista a revalidar o título em Wimbledon, voltou a bater Zverev numa final de um Grand Slam, repetindo o triunfo do Open da Austrália em 2025.

Uma final digna

Antevia-se uma final espetacular, digna de um torneio maravilhoso como Wimbledon. E de facto Sinner e Zverev, os dois primeiros cabeças de série desta edição, fizeram tudo para proporcionar um espetáculo magnífico, com exibições de serviços a velocidades estonteantes, pancadas milimetricamente medidas e trocas de bola intensas misturadas com deixas subtis.

O primeiro set, por exemplo, foi inesquecível. O domínio de ambos ao serviço, impressionante. Só foi quebrado no oitavo jogo, com Sinner a dispor da primeira bola de break para se colocar em vantagem por 5-3. Mas Zverev defendeu-se com unhas e dentes e fez o 4-4. Com tamanha igualdade, o tie-break era inevitável. Mais uma vez, nenhum cedeu o serviço e ambos tiveram uma bola de set. Mas depois de salvar a de Jannik e com o alemão a dispor de uma segunda, este acertou uma direita paralela à qual o adversário não conseguiu chegar. Após uma hora e cinco minutos, o primeiro set já estava no marcador de Sacha. 

Que qualidade, que classe

O segundo foi um espelho, embora com desfecho diferente. Com uma regularidade impressionante, a dominar cada serviço sem conceder nada ao adversário, com 18-15 winners, tudo encaminhou-se para novo tie-break, com serviços precisos e elegantes, mas também potentes. Se Sinner assinava quatro ases, Zverev fazia mais um e a mais de 220 km/h, com 85 % de eficácia nos primeiros serviços.

Mas logo no início desse jogo decisivo perdeu o primeiro ponto, permitindo ao número um do mundo um mini-break que seria determinante. Consolidou-o com os dois serviços seguintes e com mais uma pequena quebra para chegar ao 4-0. O jogador de Hamburgo já não conseguiu contrariar e o encontro ficou ainda mais equilibrado com 1-1 em sets. 

Aquela escorregadela...

Manter um nível tão elevado parecia uma missão impossível. Era legítimo pensá-lo depois da maratona de duas horas e meia que já levavam. E quando Sinner começou a somar winners, tudo indicava que o encontro se inclinaria para o seu lado. Mas eis que o alemão conseguiu finalmente dispor da sua primeira bola de break do encontro. Para seu azar, não a conseguiu concretizar e ainda por cima lesionou o joelho ao escorregar no relvado.

Conseguiu levantar-se sem aparentes problemas, mas no jogo seguinte perdeu o serviço pela primeira vez, deixando Sinner com 5-3 e a possibilidade de fechar o terceiro set ao serviço. O campeão em título não desperdiçou, vencendo-o em branco e passando para a frente no marcador com 6-3 e 2-1 em sets.

O momento-chave

Numa situação crítica, com a necessidade de forçar o quinto set, Zverev precisava de perfeição, pois qualquer erro seria fatal. E foi isso que aconteceu no sétimo jogo do quarto set. Com 3-3, cedeu até três bolas de break. Salvou as duas primeiras, mas já não conseguiu evitar a última. Sinner colocou-se então em 4-3 com serviço para o 5-3. Venceu em branco. Mais um jogo e seria bicampeão de Wimbledon. Confirmou-o com o jogo de serviço. 

O número um do mundo volta a sê-lo no All England Tennis Club pela segunda edição consecutiva.