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Quando Maya Joint nasceu em 2006, Serena Williams estava no auge da sua carreira. Já tinha conquistado sete títulos do Grand Slam e ainda iria vencer mais 16.
Quem diria que, 20 anos depois, os olhos dos adeptos de todo o mundo estariam voltados para a jovem australiana. Ela vai entrar no court central para disputar um duelo invulgar com uma verdadeira lenda do ténis.
Parar a série assustadora
A atenção dos meios de comunicação está, naturalmente, centrada em Serena Williams. No entanto, isso oferece à sua adversária uma oportunidade única de disputar o encontro mais mediático da sua carreira até ao momento.
Enquanto Serena construiu a reputação de supermulher, a jovem Maya Joint é uma figura discreta e humilde. Já soma dois títulos em torneios – um deles até na relva de Eastbourne – mas continua a ser uma das jogadoras de quem pouco se fala.
Atualmente, encontra-se apenas na nona dezena do ranking WTA e atravessa uma fase difícil, com um registo de 13 derrotas nos últimos 14 encontros. Será que este fator pode ajudar Serena a regressar em grande? Nada disso: "O melhor deste encontro é que não se pode prever nada", afirmou Daria Kasatkina, recém-naturalizada australiana e uma das amigas mais próximas de Joint.
ADN de squash
O sorteio de Wimbledon deu à "fada ruiva", como é conhecida a filha de bem-sucedidos jogadores australianos de squash, a oportunidade de disputar um encontro que ficará para a história, independentemente do resultado.
"É uma honra. Sempre sonhei jogar contra a Serena. Mas a verdade é que esses sonhos eram de há uns dez anos. E, sinceramente, nunca acreditei que pudesse acontecer", confessou a australiana.
Mas atenção. Reduzir o papel de Joint apenas a rival de Serena seria injusto. Nas últimas duas épocas, a jovem promissora tornou-se numa jogadora capaz de se adaptar a qualquer superfície. O registo das últimas semanas pode ser enganador.
Na relva, até devido aos muitos encontros de pares que já disputou, a jovem estrela australiana sente-se muito confortável. A sua principal arma não é a força. Tem um forehand potente e joga de forma muito consistente a partir da linha de fundo, mas talvez graças ao ADN de squash herdado dos pais, consegue variar bem o ritmo e a direção do jogo.
"Vai ser muito divertido. Mal posso esperar", admitiu após o sorteio. Desta vez, a pressão e as expectativas vão pesar sobretudo sobre a campeã americana. Joint não tem nada a perder.
