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Tour: Schmid vence em Belfort, Pidcock sobe para o 4.º lugar da geral

Mauro Schmid venceu a 13.ª etapa do Tour
Mauro Schmid venceu a 13.ª etapa do TourREUTERS/Stephanie Lecocq

Mauro Schmid triunfou em Belfort no final de uma etapa muito rápida, marcada pela subida ao Ballon d’Alsace. Integrado na fuga certa, Tom Pidcock subiu 6 posições na geral, ficando a poucos segundos do pódio.

Uma primeira hora de corrida a alta velocidade, devorada a 55km/h, com uma fuga de 37 ciclistas onde Tom Pidcock (Pinarello-Q36.5) conseguiu inserir-se, acompanhado nomeadamente por dois colegas de Tadej Pogacar (XRG-UAE Team Emirates) e Jonas Vingegaard (Visma-Lease a bike), enquanto a Lidl-Trek foi apanhada desprevenida e viu Jasper Philipsen, principal rival de Mads Pedersen na luta pela camisola verde, isolar-se rumo aos pontos do sprint intermédio. 

A equipa do Maillot Jaune executou a estratégia perfeita. Antecipando a subida ao Ballon d’Alsace (1.ª categoria, 9,1km a 6,9% de inclinação média), Tim Wellens iria trabalhar para Brandon McNulty... só que o norte-americano descolou do grupo e foi alcançado por um grupo de 27 perseguidores onde estava Pedersen. 

Mas isso pouco importou para a Team Pogi. A presença de Pidcock, 10.º no início do dia a 11'49 do líder, obrigou RedBull-Bora hansgrohe, Decathlon-CGA CGM, Lidl-Trek e Bahrain Victorious a assumir a perseguição para limitar a aproximação do britânico. 

Após o sprint intermédio ganho por Philipsen à frente de Pedersen, surgiu o Col des Croix (3.ª categoria, 5,1km a 4,7% de média), que iria separar os que estavam ali para ajudar o seu sprinter dos que ambicionavam vencer a etapa.

Com mais de 8 minutos de diferença à base do Ballon, Pidcock estava virtualmente no pódio, o que obrigou a Bahrain Victorious e a Lidl-Trek a voltarem a trabalhar forte. 

Lá na frente, foi Marc Hirschi (Tudor) quem lançou a melhor aceleração, conseguindo reduzir o grupo da frente. Enquanto os seus dois líderes Remco Evenepoel (3.º) e Florian Lipowitz (6.º) seguiam no pelotão, Maxim van Gils apostou na sua própria sorte, mesmo que isso aumentasse a diferença para o pelotão. Restavam apenas dez ciclistas a 3km do topo. Luke Plapp (Jayco AlUla) tentou a sua sorte e, após alguns instantes, Pidcock respondeu ao ataque. A 850 metros do topo, o campeão olímpico de BTT atacou forte, mas sem conseguir criar diferenças. 

Em superioridade numérica com Plapp e Mauro Schmid, a Jayco AlUla tinha uma terceira opção, provavelmente a melhor, um pouco mais atrás. A cerca de trinta segundos, Michael Matthews parecia ameaçador, sobretudo porque Ben O'Connor podia ajudar na perseguição, enquanto os seus dois colegas na frente iriam recusar os turnos de trabalho. Mas o regresso revelou-se impossível. Entretanto, o pelotão dos favoritos chegou ao topo com um atraso de 8'20. 

A 15 quilómetros de Belfort, Schmid e Harold Tejada (XDS Astana) ganharam dez segundos de vantagem. A perseguição demorou a organizar-se e a diferença manteve-se, antes de duplicar. Kevin Vauquelin (Netcompany-INEOS) e Jegat tentaram fechar o espaço, sem sucesso. Os perseguidores atacavam-se mutuamente, beneficiando o duo... ou melhor, Schmid, claramente favorito neste sprint a dois.

O suíço venceu por escassa margem frente ao colombiano, com apenas alguns metros de vantagem sobre Pidcock, que se consolará com as 6 posições ganhas na geral, ficando à porta do pódio.