"Tudo tem um fim. Para mim, será no dia em que já não conseguir lutar pela vitória. Nessa altura, já não terei lugar aqui. Custar-me-ia muito mudar de perfil, passar de líder e vencedor a simples colega de equipa", confidenciou Pedersen à TV2 Sport.
"O ciclismo exige muito do corpo. Tenho também uma mulher em casa e queremos formar família em breve. Chegámos a uma idade em que é preciso pensar nisso. Tive colegas de equipa que tiveram dificuldades em conciliar a vida familiar com a carreira porque o pai estava muitas vezes ausente. Foi doloroso ver isso na altura e não quero passar por isso. Já alcancei grande parte do que queria neste desporto e penso que vou concretizar os últimos objetivos antes de me retirar", acrescentou.
Pedersen (Lidl-Trek) soma mais de 60 vitórias profissionais no seu palmarés, o que confirma o seu estatuto de especialista em clássicas e um dos sprinters mais versáteis do pelotão. O seu maior feito continua a ser o título de campeão do mundo de estrada em 2019, tornando-se assim o primeiro dinamarquês da história a vencer a prova de fundo masculina de elite.
