“No início, houve alguns ataques e interesse de equipas, até mesmo dos sprinters, de tentarem ir para a fuga. Deu-se essa oportunidade. (...) Sabemos que é uma chegada ao sprint, mas ainda no outro dia um ciclista (Liam Slock, na oitava etapa) já só foi apanhado no último quilómetro. Nunca sabemos se pode ser o nosso dia ou não”, explicou à Lusa o ciclista da Movistar.
O recordista português de presenças em grandes Voltas (24) fugiu ao pelotão ao quilómetro 13, na companhia de Julian Alaphilippe (Tudor), Anthon Charmig (Uno-X) e Mathis Le Berre (TotalEnergies), e rapidamente percebeu que a iniciativa não iria ter sucesso porque o pelotão não deixou “muita margem” ao quarteto.
“Éramos quatro e sabiam que se deixassem mais de dois minutos seria outro cenário no final. No final, eram bastantes retas, o vento também já estava um bocadinho de cara, e isso também não nos favoreceu”, salientou.
Nelsinho, de 37 anos, foi apanhado já nos derradeiros 6.000 metros dos 161,3 quilómetros entre Vichy e Nevers, quando seguia apenas com Charmig e Le Berre.
“Prefiro ser apanhado nos últimos seis quilómetros do que nos últimos 500 metros. Sei que o esforço foi bem feito, demos o que tínhamos para dar para que a fuga chegasse, mas o pelotão foi mais rápido”, concedeu.
Homem de recordes do ciclismo nacional, Oliveira ajudou a estabelecer uma nova marca na Volta a França, o de etapa em linha mais rápida de sempre da prova francesa, com uma média de 50,91 km/h.
“O diretor já nos tinha falado no rádio, que estávamos a bater o recorde da etapa mais rápida. Estou contente”, pontuou.
Esta foi a terceira vez na 113.ª Volta a França, que começou em 04 de julho, em Barcelona (Espanha), que Nelson Oliveira andou em fuga, e o português da Movistar promete não ficar por aqui nesta edição, que termina em 26 de julho, em Paris.
“Tentaremos, espero que sim. Ainda há muitas etapas pela frente. O objetivo da equipa é um bocadinho esse, tentar estar nas fugas, seja com que corredor for”, concluiu.
