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Voleibol: As reações de Portugal ao apuramento para os oitavos do Europeu feminino

Portugal celebrou apuramento no Europeu feminino de voleibol
Portugal celebrou apuramento no Europeu feminino de voleibolFederação Portuguesa de Voleibol

Declarações após o jogo Portugal-Roménia (3-2), relativo à quinta e última jornada do Grupo C do Campeonato da Europa feminino de voleibol, disputado esta quinta-feira em Baku:

Recorde as incidências do encontro

Hugo Silva (treinador de Portugal):

“Já tive várias qualificações para os oitavos de final, mas, sem dúvida que esta é a mais marcante. O feminino deixou aqui uma pegada muito importante para aquilo que é o crescimento que tanto queremos que o voleibol feminino tenha e que está a ter.

Definitivamente, é perceber que estas atletas têm qualidade. O percurso que fizemos nesta preparação já ia dando indicações de que a equipa estava a praticar um bom voleibol e que éramos capazes de lutar com estas seleções mai rotinadas do que nós.

Sabíamos que era possível. Sabíamos também que o lado emocional ia pesar muito. Parecíamos uma equipa madura, ao contrário da idade que estas atletas têm. Parecíamos nós a equipa madura contra uma equipa imatura do outro lado, quando era precisamente o contrário.

Acho que foi um prémio merecido para elas. Merecem bem estes festejos e esta passagem aos oitavos de final. O voleibol feminino em Portugal está de parabéns.

O jogo não fugiu daquilo que estávamos à espera. Todas elas estudaram bem o adversário e sabiam o que tinham de fazer. Obviamente que o lado emocional pesou muito.

Foi necessário usar quase todas as jogadoras que tínhamos no banco. Foram muito importantes, todas elas, como vão continuar a ser sempre. Foi uma questão de ajustes, de colocar outras jogadoras e tentar resolver aquilo que não estava a ser possível resolver, mas que sabíamos como resolver.

É a equipa. Acho que desde o início disse que esta seleção vale pelo coletivo, nunca pelo lado individual. Foi a vitória do coletivo”.

Ana Figueiras (jogadora de Portugal):

“É um sentimento em que ainda não dá para acreditar que ganhámos, conseguimos passar e fazer história mais um dia. O grupo está muito feliz.

Acho que este Europeu veio trazer uma união e uma energia diferentes ao grupo. Toda a gente acrescenta, toda a gente sabe o seu papel e, se hoje não for uma, amanhã é outra. Acho que se nota que estamos cada vez mais equipa, na verdadeira aceção da palavra. É um ambiente top. Adoramo-nos umas às outras, passamos muito tempo juntas, mas, neste momento, estamos a viver uma altura muito boa e estamos muito felizes com o que conquistámos.

Já sabíamos, à partida, que era um grupo difícil e que, se calhar, os primeiros três jogos seriam os mais difíceis. Independentemente de como começássemos o primeiro, depois tínhamos de ganhar os dois últimos, se não vencêssemos o primeiro. É preciso esta mentalidade.

Também fomos muito portugueses, que é deixar tudo para a última, deixar todas as decisões para o último jogo.

É bom que as pessoas em Portugal apoiem e acreditem em nós, porque vimos muitas manchetes a dizer que estávamos cada vez mais longe das vitórias. Nós provámos que estamos perto e que estamos entre as 16 melhores equipas da Europa”.