Recorde as incidências do encontro
Hugo Silva (treinador de Portugal):
“Já tive várias qualificações para os oitavos de final, mas, sem dúvida que esta é a mais marcante. O feminino deixou aqui uma pegada muito importante para aquilo que é o crescimento que tanto queremos que o voleibol feminino tenha e que está a ter.
Definitivamente, é perceber que estas atletas têm qualidade. O percurso que fizemos nesta preparação já ia dando indicações de que a equipa estava a praticar um bom voleibol e que éramos capazes de lutar com estas seleções mai rotinadas do que nós.
Sabíamos que era possível. Sabíamos também que o lado emocional ia pesar muito. Parecíamos uma equipa madura, ao contrário da idade que estas atletas têm. Parecíamos nós a equipa madura contra uma equipa imatura do outro lado, quando era precisamente o contrário.
Acho que foi um prémio merecido para elas. Merecem bem estes festejos e esta passagem aos oitavos de final. O voleibol feminino em Portugal está de parabéns.
O jogo não fugiu daquilo que estávamos à espera. Todas elas estudaram bem o adversário e sabiam o que tinham de fazer. Obviamente que o lado emocional pesou muito.
Foi necessário usar quase todas as jogadoras que tínhamos no banco. Foram muito importantes, todas elas, como vão continuar a ser sempre. Foi uma questão de ajustes, de colocar outras jogadoras e tentar resolver aquilo que não estava a ser possível resolver, mas que sabíamos como resolver.
É a equipa. Acho que desde o início disse que esta seleção vale pelo coletivo, nunca pelo lado individual. Foi a vitória do coletivo”.
Ana Figueiras (jogadora de Portugal):
“É um sentimento em que ainda não dá para acreditar que ganhámos, conseguimos passar e fazer história mais um dia. O grupo está muito feliz.
Acho que este Europeu veio trazer uma união e uma energia diferentes ao grupo. Toda a gente acrescenta, toda a gente sabe o seu papel e, se hoje não for uma, amanhã é outra. Acho que se nota que estamos cada vez mais equipa, na verdadeira aceção da palavra. É um ambiente top. Adoramo-nos umas às outras, passamos muito tempo juntas, mas, neste momento, estamos a viver uma altura muito boa e estamos muito felizes com o que conquistámos.
Já sabíamos, à partida, que era um grupo difícil e que, se calhar, os primeiros três jogos seriam os mais difíceis. Independentemente de como começássemos o primeiro, depois tínhamos de ganhar os dois últimos, se não vencêssemos o primeiro. É preciso esta mentalidade.
Também fomos muito portugueses, que é deixar tudo para a última, deixar todas as decisões para o último jogo.
É bom que as pessoas em Portugal apoiem e acreditem em nós, porque vimos muitas manchetes a dizer que estávamos cada vez mais longe das vitórias. Nós provámos que estamos perto e que estamos entre as 16 melhores equipas da Europa”.
