Recorde as incidências do encontro
Hugo Silva (treinador de Portugal):
“Não podemos esquecer o que era esta seleção há três meses. A imprensa colocou-nos como uma equipa fraca e de repente a equipa colocou-se nos oitavos de final e já querem que Portugal consiga ganhar à Polónia.
Debatemo-nos muito bem, não foi só no último set, no segundo também, em que só cedemos um bocadinho mais cedo, mas foi olhos nos olhos.
Debatemo-nos com uma das melhores seleções do mundo e tivemos fases de jogo brilhantes, do melhor que há na Europa. Falta um bocadinho de consistência. Falta passar muitas vezes por estas situações para que estes momentos finais de set não aconteçam.
Como treinador, olhando para uma vantagem de 6-0, ou de quatro ou de cinco, nunca é de ficar contente ao perde-la, mas temos que ver quem está do outro lado. Que jogam, que querem rapidamente ganhar o seu jogo e nós temos que fazer o nosso trabalho. Elas fazem o delas e nós temos que fazer o nosso melhor do que elas.
O balanço é brilhante. Esta seleção mexeu com o nosso país e com os adeptos de voleibol. Portugal parou para ver estas guerreiras a competir e a lutar entre as melhores, coisa inédita no voleibol feminino. E chegar cá pela primeira vez (aos oitavos) e estar olhos nos olhos com uma das melhores seleções do mundo e discutir um lugar na fase seguinte, só temos que ficar orgulhosos”.
Ana Figueiras (jogadora de Portugal):
“Foi um jogo em que nos custou muito entrar no ritmo. Demorámos muito tempo a estar soltas e a jogar ao nosso nível. Sabíamos que era um adversário difícil, que nos colocou muitos obstáculos ao nível de bloco e serviço. Nunca conseguimos, à exceção do terceiro set, jogar o nosso jogo fluido e lutar de igual para igual, mas tenho muito orgulho no que fizemos.
Acho que nos momentos cruciais dos set faltou-nos a experiência de nos conseguirmos aguentar na vantagem e nesses momentos cometemos alguns erros que nos retiraram essas vantagens. O balanço é bastante positivo. Vínhamos para esta competição com o objetivo de ganhar dois jogos, algo que nunca tinha sido feito, e conseguimos. Passámos a esta fase (oitavos) e lutámos de igual para igual com a Polónia, o que nos deixa cheias de orgulho”.
Amanda Cavalcanti (jogadora de Portugal):
“A experiência de jogar com a Polónia foi boa. Foi igual aos outros jogos. Nós estamos bem e temos que confiar em nós, mas o palco e a energia deste jogo foi enorme.
Fico feliz de poder evoluir e fazer a minha parte e ajudar. Estou muito satisfeita com o meu empenho e da equipa e esta equipa (nas próximas competições) vai dar mais trabalho (aos adversários)".
