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Europeu de Voleibol: João José quer Portugal a superar 10.º lugar de 2023

João José é o selecionador de Portugal
João José é o selecionador de PortugalFPV

Portugal inicia na quinta-feira frente à campeã Polónia o Europeu de voleibol, na Bulgária, com a missão “extremamente difícil”, de acordo com o selecionador João José, de igualar ou superar o 10.º lugar alcançado na última edição.

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Ficar em 10.º já foi um bom resultado. Se nós conseguirmos igualar ou até superar, ainda melhor, até porque a nossa seleção está numa fase diferente, a dar espaço à entrada de atletas”, referiu à agência Lusa João José.

De acordo com o selecionador, a renovação em curso na seleção permite a integração de jovens jogadores que “têm perfil e capacidade para jogar a nível internacional” e que “já se têm vindo a impor de alguma forma também na seleção”.

A renovação leva sempre “a um abrandamento naquilo que são os processos”, ou seja, a seleção tem que retomar “alguns processos que já estavam ultrapassados com o outro grupo de trabalho, pelo que há que dispensar um pouco mais de tempo nesse sentido”.

A fasquia está um pouco alta, mas João José não esconde o desejo e a esperança de a poder passar, admitindo, no entanto, que é “algo complicado melhorar o 10.º lugar, mas há confiança que tal é possível (chegar aos quartos)”.

É um grupo difícil, porque nós temos dois adversários, que é a Polónia e a Bulgária, que estão um pouco acima, ou seja, são seleções da VNL (Liga das Nações)”, referiu à agência Lusa o selecionador nacional João José.

A campeã europeia em título Polónia venceu este ano a Liga das Nações, reeditando os triunfos de 2025 e 2023, foi vice-campeã olímpica em Paris-2024 e campeã mundial em 2018, 2014 e 1974, para além de medalha de prata em 2022 e 2006 e de bronze em 2025.

A Bulgária é a atual vice-campeã mundial e anfitriã do Grupo B, em Sofia, que para além da seleção portuguesa inclui ainda Ucrânia, Israel e Macedónia do Norte. As seis seleções vão lutar por quatro vagas rumo aos oitavos de final.

Depois, a seguir, temos a Ucrânia, que é mais um adversário de VNL, ou seja, não é preciso fazer grandes apresentações. Tem estado presente nas fases finais todas e tem passado sempre às rondas seguintes”, caracterizou João José.

O selecionador nacional disse ainda que Israel, “que é uma daquelas seleções fora de ranking, tem vindo a subir ao longo dos anos” e a Macedónia do Norte são adversários que se têm que respeitar e Portugal terá que jogar bem para os conseguir vencer.

Ou seja, é um grupo muito competitivo, em que nós fazemos parte dele e somos igualmente competitivos. Se passarmos à próxima fase, já fizemos uma coisa bonita. E depois temos que superar aquilo que foi o resultado anterior”, afirmou.

A estreia da seleção portuguesa está agendada para quinta-feira, pelas 14:00 (horas de Lisboa), num duelo exigente diante da Polónia, atual campeã europeia, campeã mundial em 2018, 2014 e 1974, e líder do ranking da Federação Internacional de Voleibol (FIVB).

No dia seguinte, às 17:00, Portugal mede forças com a Bulgária, vice-campeã mundial e anfitriã. A fase de grupos prossegue com Israel (domingo, 14:00), Ucrânia e Macedónia do Norte em 14 e 15 de setembro, respetivamente.

"Ou seja, a partir do segundo jogo vamos ter logo o pavilhão cheio. Eu acho que é isso que nós, independentemente do nervosismo e da expectativa, queremos. Nós queremos estar nas fases finais dos Europeus, Mundiais, porque queremos estar entre os melhores e ter o prazer de poder jogar com os melhores", afirmou.

Se Portugal terminar entre os quatro primeiros classificados avança para os oitavos de final e cruza com o Grupo D, constituído pelas seleções da Roménia, Letónia, França, Alemanha, Turquia e Suíça.

Portugal marca presença pela oitava vez numa fase final de um Europeu, quarta consecutiva, tendo os melhores registos acontecido nas edições, a convite, de 1948 (Itália), em que foi quarto, e 1951 (França), sétimo (com um número reduzido de equipas).

Depois de um longo interregno, Portugal voltou a participar na fase final do Europeu em 2005, tendo ficado em 10.º, após o que foi 14.º em 2011, 20.º em 2019, 15.º em 2021 e 10.º em 2023, estas três últimas edições já com 24 seleções participantes.