Recorde as incidências da partida
João José (selecionador de Portugal):
“Hoje conseguimos, efetivamente, ir crescendo com o jogo. O importante é que conseguimos manter intensidade durante mais tempo que a precisamos dar esta intensidade, deste ritmo. Agora temos de conseguir manter durante um set completo, não meio set, depois quebrar um bocadinho e depois continuar o resto do set. Com equipas destas que, acabamos por ter mais dificuldades no final de set.
Fruto dessa intensidade conseguimos manter. A intensidade com a capacidade de nos mantermos taticamente organizados, quer na parte em relação ao bloco de defesa, conseguimos fechar mais jogo no contra-ataque. A receção conseguiu também segurar muito daquilo que foi a dificuldade que eles foram criando no nosso jogo. Podemos dizer que no terceiro set podíamos ter feito um pouco mais. Temos ali no terceiro set uma situação, daquelas situações que somos nós que somos supostos estar por cima, que é que podíamos ter feito o 13-12, virar a partida e fazer o 13-12. Não o fizemos, aquilo depois vira para 15-12 para eles e isto às vezes é o virar do set. Em vez de virar o set para nós, virou para eles e depois ficou mais difícil de ir apanhar esta ‘gap’ até ao final.
O nosso objetivo é passar à próxima fase e o jogo de Israel é um jogo que está naquilo que é o nosso nível, ou seja, que nós podemos conseguir conquistar. Atenção que Israel é aquela equipa que tem nestes últimos anos vindo a crescer. É uma equipa intensa, consegue ser física também durante muito tempo. Penso que nós crescemos com estes dois jogos nessa intensidade ao longo de todo o jogo e queremos levar isso para o jogo de Israel para conseguirmos ir de encontro ao nosso objetivo”.
Alexandre Ferreira (jogador de Portugal):
“Acho que foi o público da Bulgária que nos deu um bocadinho de força. No segundo jogo é normal que aquele nervosismo do primeiro já desapareça um pouco. Já estamos mais confortáveis. Aqui foi mesmo o poder físico deles no serviço que quebrou ali um bocadinho. Acho que foi a grande diferença. Tirando isso, acho que estivemos muito bem. O nosso jogo cresceu. Foi 3-0 na mesma o resultado, mas, como disse, foi um bocadinho melhor, foi um bocadinho melhor nos outros aspetos. E o mais importante, a parte positiva, é que estamos a crescer.
Agora temos um dia de descanso. É bom também. Para descansar um bocadinho e perceber aquilo que a gente precisa melhorar um bocadinho. E agora é dar tudo nos próximos jogos que vêm que sabemos que é aquilo que a gente está à espera”.
Kelton Tavares (jogador de Portugal):
“Acredito que foi um jogo melhor que o jogo de ontem. Nós conseguimos melhorar bastante o nosso jogo, conseguimos também estar um bocadinho mais confortáveis e tentar impor o nosso jogo. Os inícios dos sets mostraram isso. E pronto, foi uma equipa também que nos criou muitas dificuldades com o seu serviço. Eles também ganharam um bocado de ritmo e conseguiram criar-nos dificuldades e conseguiram atrapalhar um bocadinho o nosso jogo. Mas é isso, foi melhor que ontem. Conseguimos também estar mais confortáveis, menos nervosos. Acredito que fomos um bocadinho mais consistentes do que ontem, apesar de eles terem conseguido condicionar o nosso jogo. Tirando isso, tenho sensações positivas e acredito que vamos continuar a melhorar para os próximos jogos.
Eu acredito que não só para domingo (frente a Israel) mas também para os próximos jogos que aí vêm. E a verdade é que ontem foi difícil, hoje também foi um bocadinho, mas conseguimos crescer ao longo dos jogos, conseguimos jogar um bocadinho mais confortáveis e estar um bocadinho mais em sistema. É o que precisamos também para o próximo jogo de domingo, e tentar condicionar também o outro lado, tentar criar mais dificuldades e tentar ser mais consistentes a nível geral. Acredito que vamos conseguir fazer isso.
Acredito que é sempre muito bom jogar com pavilhões assim cheios. Nós temos de aproveitar ambientes assim para crescer, para mostrar o nosso jogo, o que nós temos também. E não acredito que atrapalhe muito, se calhar dá ainda mais moral ao outro lado, porque estão em casa e têm este apoio todo. Mas da nossa parte é sempre bom jogar em pavilhões completamente cheios. Sentir também um bocado esta parte do voleibol, e temos de desfrutar e dar sempre o nosso máximo”.
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