Reveja aqui as principais incidências da partida
O arranque do Europeu foi complicado para Portugal e, depois da derrota com a campeã Polónia, encontrou agora outra candidata ao triunfo final, perdendo por 25-18, 25-18 e 25-20, com o jogo com a Macedónia do Norte, outra das equipas ainda sem pontos, no domingo a ser decisivo para a possibilidade de qualificação para a ronda seguinte.
O selecionador português, João José, apostou no mesmo seis que tinha começado o encontro com a Polónia, com Lourenço Martins, Bruno Dias, Kelton Tavares, Filip Cveticanin, André Pereira e Alexandre Ferreira, além do líbero Gonçalo Sousa.
Portugal entrou bem no encontro e liderou nos primeiros pontos, com a Polónia apenas a chegar à vantagem aos 5-4, conseguindo, pela primeira vez, chegar à vantagem com 7-5, com a equipa lusa a recuperar a vantagem aos 12-11, com um serviço direto de Kelton Tavares.
Mas, à semelhança do que viria a acontecer nos parciais seguintes, a Bulgária subiu o nível e mostrou porque é vice-campeã mundial e matou o set com quatro pontos seguidos (20-15), que Portugal não voltou a recuperar.
O serviço acabou por ser um dos fatores decisivos, com a Bulgária mais eficaz e a causar mais problemas a Portugal, do que o contrário, com os lusos, que arriscavam mais, a cometer vários erros.
O segundo set acabou, também por esse fator, ser o menos positivo para os comandados de João José, que foi obrigado a pedir o primeiro desconto de tempo aos 7-4, antes de pedir de novo aos 12-8, no qual teve uma conversa especial com o distribuidor Bruno Dias.
Com o encontro praticamente perdido, a equipa portuguesa entrou mais tranquila para o terceiro set, com os jogadores a sorrirem bastante, sabendo que a pressão estava toda do outro lado, como provou o facto de o selecionador búlgaro praticamente não ter dado descanso aos seus jogadores.
Até meio do parcial, Portugal esteve sempre na luta pelo triunfo, mas alguns erros no ataque, que podiam ter dado vantagem acabaram por permitir, mais uma vez, que a Bulgária fugisse no resultado e terminasse com um 3-0.
Aleksandar Nikolov foi uma constante dor de cabeça para a seleção lusa, quer fosse no serviço, quer fosse no ataque, terminando o encontro com 17 pontos, a dois dos conseguidos frente à Macedónia do Norte.
Um dos menos experientes da seleção lusa, André Pereira acabou por ser o melhor marcador português, com 13 pontos.
A formação comandada por João José volta a jogar no sábado, frente a Israel, que, tal como a Macedónia do Norte, também ainda não pontuou, num agrupamento liderado provisoriamente por Ucrânia e Bulgária, com pleno de vitórias.
Os quatro primeiros classificados de cada um dos quatro grupos avança para os oitavos de final da 34.ª edição do Europeu, disputado na Bulgária, na Finlândia, em Itália e na Roménia até 26 de setembro.
Portugal disputa pela oitava vez uma fase final de um Europeu, a quarta consecutiva, tendo como melhor resultado o quarto lugar na edição inaugural, em 1948.

