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Volta: Declarações dos protagonistas após a primeira etapa

O pelotão da Volta em ação
O pelotão da Volta em açãoNuno Veiga/LUSA

Declarações no final da primeira etapa da 87.ª Volta a Portugal em bicicleta, que decorreu esta quinta-feira entre Lourinhã e Queluz, no concelho de Sintra, ao longo de 157,1 quilómetros

Francisco Campos (vencedor da etapa e líder da classificação por pontos):

“Hoje era um dia que assentava bem nas minhas características, acabando alguns sprinters mais puros do que eu ficarem pelo caminho. Aproveitei bem a oportunidade. Era uma oportunidade de ouro. Estou muito feliz.

A chegada era um bocado técnica. A 1,2 quilómetros, tinha uma rotunda. Quem entrasse nas cinco primeiras posições iria discutir a corrida. Há um homem da Euskaltel-Euskadi que ataca a dois quilómetros. Depois, a Burgos-Burpellet-BH acaba por pegar na corrida. O Miguel Salgueiro acabou por ter um papel muito importante. Nos últimos 800 metros, aproveitamos muito bem. A chegada era muito rápida.

Foi um dia difícil desde o início. Perdemos logo o Noah à partida. Estava doente. Um dos nossos líderes acaba por furar e perder algum tempo, mas, dentro daquilo que foi a etapa, ganhámos. 

Para dizer que quero manter a camisola ainda é um bocado cedo. Levo o mesmo objetivo que levava, que é conseguir ganhar uma etapa. Já consegui. Daqui para a frente, tudo o que vier é bónus. Vamos estar na luta nas próximas etapas. Faltam nove dias de competição. Muito estará por vir.

Amanhã (sexta-feira), é teoricamente um dia para os sprinters. A chegada assenta às minhas características. Vamos ver que 'cartada' vamos jogar. Tudo faremos para ganhar mais uma etapa”.

Rui Oliveira (líder da classificação geral):

“Ainda não foi a vitória desejada que queria, mas não podia pedir melhor fim do que vestir a camisola amarela. Quero dar os parabéns ao Francisco à equipa do Tavira, que leu a corrida de uma maneira muito boa. Não consegui chegar na frente. Saio na mesma feliz, porque vesti a camisola amarela.

Sei que (Julius Johansen) ficou para trás na subida. Obviamente queria que eu ganhasse a etapa. Ganhando a etapa, também iria vestir de amarelo. Esta prova tem muito carinho para mim. Obviamente que quero uma vitória de etapa. Quero levantar os braços, mas vestir de amarelo é igualmente especial.

Esta chegada era 'durinha'. O grupo chegou mais reduzido, mas senti-me com umas pernas incríveis para este final. Sentia que podia ser dos melhores. Do grupo que chegou cortado, fui o mais rápido. Sprintei 350 metros. Amanhã, é mais um dia ‘chato’. Tenho de analisar um pouco como é o final, mas vou tentar estar na disputa da vitória.

Mentiria se dissesse que não (me saiu um peso dos ombros). Depois de ontem (quarta-feira) fazer segundo, tentei não meter muita pressão em cima dos meus ombros. Os meus diretores viam que estava muito motivado. Tentei não meter muita pressão sobre mim mesmo. A verdade é que estava a meter um pouco. Saiu-me um ‘peso grande’. Que posso pedir mais? Só uma vitória de etapa”.

Oscar Rota (primeiro na classificação da montanha):

“Tínhamos planeado isto na fuga com Iker Bonillo. Conseguiu ganhar o primeiro prémio da montanha. Anulámos a fuga e pude disputar o segundo prémio e vestir a camisola azul. 

Amanhã (sexta-feira), não há muita montanha, mas estaremos atentos. No dia da Torre, estaremos na luta. Se a chegada for ao sprint, o Pedro Silva e o Fábio Costa podem estar na luta e podemos apoiar o Iker”.

Iker Bonillo (primeiro na classificação geral):

“Falámos esta manhã (de quinta-feira) que seria uma boa opção para a equipa ter-me na fuga. Estou contente com as sensações, com os sprints intermédios e com a montanha. Ao final do dia, não posso correr de camisola azul, mas corre um colega meu Oscar Rota. Estou muito contente com o prémio da combatividade.

"Vou tentar disputar as etapas de sprint, sem deixar de ajudar ao máximo a equipa. Vou ver como decorre a prova, que é comprida”.

Ciclismo de estrada