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Vencedor dos prólogos de 2016, de 2018 e de todos os que se realizaram entre 2021 e 2025, o corredor da Anicolor-Campicarn quer repetir o feito nos 6,5 quilómetros, com partida e meta na Praça do Império, para envergar de novo a camisola amarela após o primeiro dia de prova.
“É o meu objetivo pessoal do ano. Não é uma pressão que tenha, mas é uma coisa que quero muito. Trabalho bastante para isso. Vou dar o meu melhor amanhã (quarta-feira), com a ambição de vencer”, realçou, em declarações após a apresentação das 17 equipas da Volta, decorrida junto ao Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa.
Além dos prólogos, o corredor de 34 anos já venceu duas etapas em linha da Volta, em 2021, e dois contrarrelógios individuais, em 2021 e no ano passado, reconhecendo a ambição de vencer o terceiro, na segunda-feira, nos 17,4 quilómetros da quinta etapa, que liga Anadia e Águeda.
“É a minha especialidade. É aquilo por que tenho de lutar. É um esforço que faço sozinho. São coisas em que trabalho bastante, que me têm corrido bem durante a minha carreira. Vou lutar, até para dar referências aos nossos líderes. Vou dar o meu melhor, por mim, pessoalmente, que quero vencer”, acrescentou o corredor de Palmela.
Para Rafael Reis, a transposição do contrarrelógio do final da Volta, algo que acontecia ininterruptamente desde 2016, para meio da corrida pode incentivar os ciclistas que percam tempo na chegada à Torre, no domingo, e no crono, no dia seguinte, a arriscarem mais após o dia de descanso, em Santa Maria da Feira, marcado para 11.
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“Vão correr o risco de ir para uma fuga e tentar entrar outra vez dentro da corrida, coisa que não acontecia com o crono no final, porque o pessoal resguardava-se e tentava não arriscar muito. Tentava ter outras forças extra para o último dia”, frisa.
O campeão nacional de contrarrelógio em 2022 espera, aliás, “uma Volta bastante aberta”, num percurso, a seu ver, bem construído, que vai exigir muito “jogo tático”, cabendo à Anicolor-Campicarn perceber como gerir a corrida, em prol do russo Artem Nych, vencedor das edições de 2024 e de 2025, e do francês Alexis Guérin, segundo no ano passado.
Convencido de que há equipas “bastante fortes” no pelotão, nomeadamente as portuguesas Efapel e Feira dos Sofás-Boavista, mas também a UAE Emirates, que pode apostar no espanhol Adrià Pericas, segundo classificado na Volta às Astúrias deste ano, o palmelense crê que a Anicolor-Campicarn tem “uma equipa suficientemente forte para controlar as etapas”.
“Temos de lutar pela vitória e de dar o nosso melhor. No ciclismo, só ganha um, mas vamos dar o nosso melhor para tentar a vitória”, prometeu.
Rafael Reis vai ser o último dos 119 corredores a iniciar a 87.ª Volta a Portugal, na quarta-feira, às 17:19.
