“Acho que devo manter sempre a descontração. Se calhar, posso ficar um pouco mais nervoso, não sei! Mas acho que a principal coisa que eu vou levar vai ser a descontração, porque acho que isso é um benefício para mim”, começou por dizer à agência Lusa o atleta do Sporting.
Gerson Baldé, de 26 anos, sagrou-se campeão sob telha na Polónia, com um voo a 8,46 metros, um novo recorde nacional, na sua sexta e última tentativa da final.
Saber que se consegue uma marca destas oferece outra confiança, de acordo com o atleta natural de Albufeira: “É sempre uma tranquilidade de saber que já consegui, mas, começamos todos do zero. Ali não contam os títulos anteriores, vamos ter de mostrar todos o que valemos ou o que estamos a valer naquele momento”.
“Acho que as pessoas vão estar mais atentas a mim e é por isso que eu digo que posso ficar um pouco mais nervoso, se calhar no início, mas acho que vou descontraído e acho que vai ser um bom campeonato”, anteviu.
O português apresenta-se com os 8,46 metros do recorde nacional conseguido em Torun2026 como melhor marca do ano, atrás do grego Miltiadis Tentoglou (8,66), tricampeão europeu, do suíço Simon Ehammer (8,51), recordista mundial do heptatlo indoor, e do búlgaro Bozhidar Sarâboyukov (8,59).
“O nível está bastante elevado, com quatro europeus acima dos 8,40 metros. Depois também temos muita gente com 8,20 e muitos. Portanto, acho que vai ser uma boa qualificação e, se passar, também vai ser uma boa final. As marcas não vão ser esquecidas, temos respeito pelos adversários, mas todos começamos do zero e isso não me deve trazer pressão”, referiu.
Antes da medalha de ouro no salto em comprimento nos Mundiais em pista curta Torun2026, Gerson Baldé foi finalista dos Europeus ao ar livre Roma2024, sem qualquer salto válido, oitavo nos Mundiais sob telha Nanjing2025 e o quarto nos Europeus Apeldoorn2025, depois de ter ficado perto da final do salto em altura nos Europeus ‘indoor’ Istambul2023.
Mesmo consagrado no salto em comprimento, o atleta treinado por José Barros integra as opções lusas para a estafeta 4x100 metros, numa distância em que se apresenta com um recorde pessoal de 10,30 segundos.
"A (minha) expectativa é participar. Nunca corri os 4x100 a um nível elevado. Corri sempre quando era mais novo, quando ainda estava no Algarve, desde que me comecei destacar mais no atletismo, mas acho que nunca fiz uma estafeta de 4x100. Vai ser interessante. Vou ter também momentos para treinar com a equipa e, depois, espero correr também. Espero que o selecionador me selecione”, admitiu.
O representante nacional no salto em comprimento masculino é um dos primeiros portugueses a competir no Alexander Stadium, na segunda cidade inglesa, na segunda-feira, a partir das 11:30, tendo em vista a presença na final, marcada para o dia seguinte, às 20:16.
“Eu até gosto (de ser dos primeiros a competir), porque posso ficar disponível para a estafeta, mas também porque gosto de acompanhar o resto das provas e de apoiar os nossos atletas”, concluiu.
